EUA e Israel lançam ataques coordenados contra o Irã, que retalia com mísseis contra Israel e bases americanas. Trump e Netanyahu alertam que o Irã não deve ter armas nucleares, com o premiê israelense nomeando a operação como 'Rugido do Leão'.
Explosões foram reportadas no centro de Teerã e em outras quatro cidades iranianas na manhã de sábado (28), em um cenário de crescente tensão regional. Os ataques foram confirmados como uma ação coordenada entre Estados Unidos e Israel, que anunciou ter lançado um ataque preventivo. A ofensiva conjunta é descrita como de escopo e intensidade maiores que ataques anteriores, com a primeira onda envolvendo dezenas de bombardeios por aviões de combate e porta-aviões na região. O foco inicial dos ataques são alvos militares iranianos, especialmente infraestrutura de mísseis e instalações de comando e controle. O espaço aéreo iraniano foi esvaziado após os ataques, com companhias aéreas cancelando voos. Em resposta, o Irã retaliou lançando mísseis contra o território israelense, e houve relatos de explosões em outros países do Oriente Médio. Além disso, bases militares dos EUA no Golfo, incluindo Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein, estão sob ataque da Guarda Revolucionária Iraniana, intensificando a escalada.
O Exército de Israel (IDF) confirmou o lançamento de mísseis iranianos contra seu território, ativando sirenes de alerta em várias regiões. A Força Aérea israelense está operando para interceptar e neutralizar as ameaças, embora as IDF tenham alertado que a proteção não é "hermética" e pediram à população que siga as orientações de segurança. O comunicado do Exército não detalhou o número de mísseis, alvos específicos ou danos. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou os ataques, classificando a campanha como "massiva" e, posteriormente, como uma "operação ampla e contínua" contra o regime iraniano. Ele alegou que o objetivo é defender o povo americano, destruir o programa nuclear iraniano e impedir que o país obtenha uma arma nuclear, além de aniquilar sua Marinha e indústria de mísseis.
Simultaneamente, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou a ofensiva, nomeada 'Rugido do Leão', e agradeceu o apoio e a liderança histórica de Trump. Netanyahu declarou que a operação visa eliminar a 'ameaça existencial' do regime iraniano e que o Irã "não deve ter permissão para se armar com armas nucleares". Ele acusou o regime iraniano de clamar 'morte a Israel' e 'morte à América' por 47 anos, e afirmou que o Irã não pode se armar com armas nucleares que ameaçariam a humanidade. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, descreveu a ação como um "ataque preventivo" para "eliminar ameaças". As Forças Armadas de Israel acionaram sirenes de alerta aéreo, suspenderam aulas e o deslocamento ao trabalho em diversas áreas, além de fechar seu espaço aéreo para voos civis.
Em um apelo direto, Trump incitou a população iraniana a derrubar o regime, prometendo que a "hora da liberdade está próxima" e advertindo o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica e as Forças Armadas iranianas a deporem as armas ou enfrentarem a morte. Ele também pediu aos civis iranianos que buscassem abrigo. Netanyahu, por sua vez, pediu ao povo iraniano que tomasse seu destino em suas mãos e aos cidadãos de Israel que seguissem as instruções do Comando da Retaguarda, demonstrando paciência e força de espírito. O Ministério da Saúde do Irã informou o envio de ambulâncias e hospitais em alerta, embora sem divulgar números exatos de feridos. Países da Península Arábica, como Arábia Saudita, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, proibiram o uso de seus espaços aéreos e terrestres para ataques ao Irã, temendo uma guerra regional. Esta ação faz parte do maior reforço de presença militar americana desde a Guerra do Iraque em 2003, e ocorre em meio a exercícios militares conjuntos do Irã com Rússia e China.
Este ataque ocorre após semanas de negociações fracassadas entre EUA e Irã sobre o programa nuclear iraniano, com os EUA buscando restringir o enriquecimento de urânio e o apoio a grupos armados. O governo Trump intensificou a presença militar no Oriente Médio para pressionar o Irã a fechar um acordo nuclear. A tensão entre EUA e Irã é histórica, marcada por sanções econômicas e conflitos militares pontuais. Esta é a segunda vez em menos de dois anos que os EUA atacam o Irã, adicionando uma camada de complexidade à já volátil situação geopolítica no Oriente Médio, que também enfrenta uma crise econômica e protestos internos no Irã.