As relações entre Rússia e EUA são complexas e frequentemente antagônicas, com divergências em diversas frentes geopolíticas. No final de 2025, os Estados Unidos intensificaram sua campanha de pressão contra o regime venezuelano, impondo um "bloqueio total" a petroleiros do país e apreendendo embarcações. O petroleiro Marinera, anteriormente conhecido como Bella 1 e com bandeira panamenha, foi rebatizado e passou a navegar sob tutela russa após ser alvo de sanções americanas como parte da "frota-fantasma" da Venezuela.
Em dezembro de 2025, os EUA tentaram interceptar o Marinera perto da Venezuela. A embarcação, que fugiu para o Oceano Atlântico, recebeu escolta de um submarino russo e outras embarcações. Em 31 de dezembro de 2025, o Kremlin solicitou formalmente aos EUA que cessassem a perseguição ao petroleiro. No entanto, em 7 de janeiro de 2026, as forças navais americanas apreenderam o Marinera no Atlântico Norte, sob um mandado judicial. A Rússia condenou a ação, classificando-a como uma violação da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982 e exigiu tratamento humano e digno para os cidadãos russos a bordo.