Visão geral
Chuck Schumer é o líder dos democratas no Senado dos Estados Unidos desde 2017 e senador por Nova York desde 1999. Com a vitória de seu partido nas eleições de meio de mandato de 3 de novembro de 2026, deve voltar a ser líder da maioria em janeiro de 2027, cargo que ocupou de 2021 a 2025. Foi o primeiro judeu a liderar um partido no Senado americano.
Aos 75 anos, ele ainda precisa ser reeleito líder pelos colegas, em votação secreta. Nenhum senador tinha se lançado contra ele até a véspera da eleição. Vários democratas eleitos em 2026, porém, disseram em campanha que não votariam nele. Até a posse do novo Congresso, em 3 de janeiro de 2027, John Thune segue como líder da maioria republicana, e Schumer como líder da minoria.
Quem é Chuck Schumer
Charles Ellis Schumer nasceu em 23 de novembro de 1950, em Midwood, no Brooklyn, em Nova York. O pai, Abraham, tinha uma empresa de dedetização, e a mãe, Selma, cuidava da casa. A família é judia, com origem na região de Chortkiv, hoje na Ucrânia. Ele é primo distante da comediante Amy Schumer.
Formação. Estudou em escolas públicas e foi o primeiro da turma na James Madison High School, com nota máxima no SAT. Formou-se em Harvard em 1971 e em direito na mesma universidade em 1974. Passou no exame da Ordem de Nova York, mas nunca advogou.
Esposa e filhas. É casado desde 21 de setembro de 1980 com Iris Weinshall, que foi secretária de Transportes da cidade de Nova York de 2000 a 2007. A cerimônia foi no alto da torre norte do World Trade Center. Eles têm duas filhas, Jessica e Alison, e moram em Park Slope, no Brooklyn.
Estilo. É famoso pelo gosto por câmeras. "O lugar mais perigoso de Washington é entre Charles Schumer e uma câmera de TV", brincou o senador republicano Bob Dole. Visita todos os anos os 62 condados de Nova York (Axios). Em 2023, fez uma participação de uma noite na Broadway, no musical Gutenberg!.
Carreira política
Assembleia de Nova York (1975-1980). Eleito em 1974, logo depois de se formar, cumpriu três mandatos.
Câmara dos Representantes (1981-1999). Foi deputado por nove mandatos, por um distrito do Brooklyn e do Queens. Com a senadora Dianne Feinstein, foi autor em 1994 da proibição federal de armas de assalto, que expirou em 2004. Apresentou em 1993 a Lei de Restauração da Liberdade Religiosa.
Senado (desde 1999). Em 1998, derrotou o republicano Al D'Amato. Foi reeleito em 2004, 2010, 2016 e 2022, e é o senador mais longevo da história de Nova York. Comandou o comitê de campanha democrata no Senado de 2005 a 2009, período em que o partido ganhou 14 cadeiras em duas eleições.
Líder dos democratas no Senado
Foi escolhido líder em novembro de 2016, por unanimidade, para suceder Harry Reid. Virou líder da maioria em 20 de janeiro de 2021, com a posse dos dois senadores da Geórgia, Jon Ossoff e Raphael Warnock.
Nos dois primeiros anos de Joe Biden, conduziu no Senado o pacote de estímulo, a lei de infraestrutura, a lei climática e fiscal (Inflation Reduction Act), a lei de semicondutores (CHIPS) e a lei de armas de 2022. O Senado confirmou Ketanji Brown Jackson, a primeira mulher negra na Suprema Corte. Na eleição de 2024, os democratas perderam a maioria.
Oposição a Trump. No segundo mandato de Donald Trump, comandou a oposição no Senado, inclusive na paralisação do governo de 2025, de 43 dias. Forçou votações repetidas para encerrar a guerra do Irã: até agosto de 2026, foram 13. Chamou o conflito de "fracasso colossal" e de "guerra de escolha" de Trump (Senado, bancada democrata).
A vitória de 2026. Os democratas viraram ao menos sete cadeiras republicanas, entre elas Texas, Kansas e Carolina do Sul. "Contra todas as probabilidades, nós, democratas, vencemos o Senado", disse na noite da eleição, e prometeu: "O alívio está a caminho" (CBS). No X, escreveu: "É um novo dia nos Estados Unidos" (NPR). A NPR tratou o resultado como uma vitória pessoal, depois das críticas de progressistas que o acusavam de não enfrentar Trump.
O que Schumer defende
Desde os anos 1980, cultiva relações com Wall Street, que ajudou a financiar suas campanhas. No governo Biden, conduziu no Senado as principais leis do partido. Na ala progressista, críticos dizem que a cúpula democrata ficou próxima demais de interesses corporativos (The Hill).
- Armas: foi autor da proibição de armas de assalto de 1994 e apoiou a Lei Brady.
- Maconha: desde 2018, patrocina projeto que retira a maconha da lei federal de drogas.
- Aborto e direitos LGBTQ: defende o direito ao aborto. Votou em 1996 pela lei que restringia o casamento a homem e mulher, passou a apoiar o casamento homoafetivo em 2009 e conduziu no Senado a lei que o protege, de 2022.
- Israel: é um dos maiores defensores do país no partido e diz que sua tarefa é "manter a esquerda pró-Israel".
- Irã: é contra a guerra iniciada em fevereiro de 2026 e defende solução diplomática.
Polêmicas
A votação do orçamento de março de 2025. Em 12 de março de 2025, anunciou que se oporia ao projeto republicano de custeio. No dia seguinte, mudou de ideia: argumentou que uma paralisação daria a Trump e a Elon Musk "permissão para destruir" serviços públicos. Votou com outros nove democratas para que o projeto avançasse. Ocasio-Cortez e Pelosi criticaram, e houve pressão para que deixasse o cargo. Ele adiou a turnê de um livro, por razões de segurança.
Israel, Netanyahu e Mamdani. Em 14 de março de 2024, disse no Senado que Benjamin Netanyahu era um obstáculo à paz e pediu novas eleições em Israel. Mesmo assim, em abril de 2026, foi um dos sete democratas que votaram com os republicanos contra o bloqueio da venda de bombas e tratores militares a Israel. Em 2025, não apoiou Zohran Mamdani para a prefeitura de Nova York, por causa das críticas dele a Israel.
Rejeição na nova bancada. Os candidatos Abdul El-Sayed, em Michigan, Peggy Flanagan, em Minnesota, Troy Jackson, no Maine, e Juliana Stratton, em Illinois, disseram na campanha que não votariam nele (The Hill). Adam Hamilton, do Kansas, está entre os que se opuseram a ele ou não prometeram apoio. Bernie Sanders e Elizabeth Warren não se comprometeram (Newsweek).
Juízes. No fim do mandato de Biden, os democratas fizeram acordo que deixou quatro vagas de tribunais de apelação para Trump preencher, em troca de votos sobre juízes de primeira instância.
O que acontece agora
- Eleição da liderança: a bancada democrata vota em segredo, provavelmente na semana depois da eleição (AP). Antes da votação de 3 de novembro, senadores e assessores tratavam a vitória dele como certa se o partido ganhasse (Politico). "Schumer entregar um Senado democrata certamente justifica mais um mandato", disse Sheldon Whitehouse. Nomes como Brian Schatz, Chris Murphy e Chris Van Hollen aparecem em mercados de previsão como alternativas (Newsweek).
- Posse: em 3 de janeiro de 2027, com a maioria, ele poderá comandar a pauta do plenário e barrar nomeações de Trump, inclusive para juízes. Trump mantém o veto, e projetos comuns costumam exigir 60 votos (ABC Austrália).
- Aposentadoria em 2028: seu mandato vai até a eleição de 2028, quando ele teria 77 anos. A Axios levanta a dúvida entre se aposentar ou arriscar uma primária contra a deputada Alexandria Ocasio-Cortez. Até a madrugada de 4 de novembro de 2026, ele não tinha anunciado decisão. "Estou concorrendo à reeleição como líder. Ponto", disse em outubro de 2026.
Linha do tempo
- 23 de novembro de 1950: nasce no Brooklyn, em Nova York.
- 1974: forma-se em direito em Harvard e é eleito para a Assembleia de Nova York.
- 1980: é eleito para a Câmara dos Representantes.
- 21 de setembro de 1980: casa-se com Iris Weinshall.
- 1994: é autor da proibição federal de armas de assalto.
- 1998: é eleito senador, derrotando Al D'Amato.
- Novembro de 2016: é escolhido líder dos democratas no Senado.
- 20 de janeiro de 2021: vira líder da maioria.
- 14 de março de 2024: pede novas eleições em Israel.
- Janeiro de 2025: volta a ser líder da minoria.
- 13 de março de 2025: muda de posição e apoia o avanço do projeto de custeio republicano.
- 3 de novembro de 2026: os democratas conquistam o Senado, segundo as projeções da AP e das redes.
- 3 de janeiro de 2027: posse do novo Congresso.
Perguntas frequentes
Quem é Chuck Schumer?
É o líder dos democratas no Senado dos EUA, senador por Nova York desde 1999. Com a vitória do partido em 3 de novembro de 2026, deve voltar a ser líder da maioria em janeiro de 2027, se for reeleito pela bancada.
Quantos anos tem Chuck Schumer?
Nasceu em 23 de novembro de 1950 e tinha 75 anos em 4 de novembro de 2026.
Por qual estado Schumer é senador?
Por Nova York. É o senador mais longevo da história do estado.
Quem é a esposa de Chuck Schumer?
Iris Weinshall, ex-secretária de Transportes da cidade de Nova York. Eles se casaram em 1980 e têm duas filhas.
Qual é a posição de Schumer sobre Israel?
É defensor histórico de Israel e da ajuda militar ao país, mas pediu em 2024 novas eleições em Israel e chamou Netanyahu de obstáculo à paz.
O que Schumer diz sobre a guerra do Irã?
É contra. Chamou a guerra de "fracasso colossal" e, com os democratas, forçou votações no Senado para encerrá-la.
Schumer pode perder a liderança?
Até a madrugada de 4 de novembro de 2026, nenhum senador tinha se lançado contra ele. Alguns novos eleitos prometeram não apoiá-lo, mas a Politico e a Axios, antes da votação, previam que ele continuaria se o partido ganhasse a maioria.
Notícias relacionadas
Chuck Schumer busca reeleição como líder democrata no Senado
15 de out, 2026
Chuck Schumer enfrenta desafio para manter unidade democrata no Senado
9 de out, 2026
Schumer pressiona Thune por votação sobre exportação de chips
23 de set, 2026
Schumer exige explicações sobre missão de segurança de Trump na Turquia
11 de ago, 2026
Chuck Schumer enfrenta resistência interna na liderança democrata
6 de ago, 2026
