Dois petroleiros pegam fogo no Estreito de Ormuz após colidir com minas
A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã atribuiu o incêndio de dois petroleiros a minas navais após as embarcações violarem rotas autorizadas.
Pontos principais
- Dois petroleiros que navegavam em rotas não autorizadas no Estreito de Ormuz incendiaram-se após colidirem com minas navais.
- A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou que os navios haviam desligado seus sistemas de navegação e localização.
- O IRGC advertiu que embarcações que colaborem com o exército dos EUA e desrespeitem as regras iranianas enfrentarão minas na região.
- Autoridades iranianas negaram ataques externos e classificaram relatos de mísseis na Ilha de Qeshm como atividades militares internas.
- Os Estados Unidos criaram uma força-tarefa na Flórida para interromper rotas terrestres de abastecimento ao Irã.
A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) confirmou, por meio de comunicado oficial, que dois petroleiros estão em chamas após colidirem com minas navais no Estreito de Ormuz. Segundo a corporação, as embarcações foram classificadas como infratoras por utilizarem rotas não autorizadas e por terem desligado seus sistemas de navegação e localização durante o trânsito pela via marítima. O IRGC emitiu um alerta severo, declarando que qualquer navio que colabore com o exército dos Estados Unidos e desrespeite as regulamentações iranianas no estreito certamente enfrentará minas navais.
Em paralelo aos incidentes marítimos, autoridades iranianas negaram a ocorrência de ataques diretos dos Estados Unidos em território nacional, atribuindo explosões ouvidas na região da Ilha de Qeshm a atividades militares internas. Enquanto a tensão na via navegável se intensifica, os Estados Unidos anunciaram a criação de uma força-tarefa sediada na Flórida, composta por militares e civis, com o objetivo de interromper rotas terrestres utilizadas para o transporte de armas e mercadorias ilícitas ao Irã. O Comando Central dos Estados Unidos sustenta que o bloqueio aos portos iranianos já impediu a exportação de cerca de US$ 25 bilhões em petróleo bruto, ampliando a pressão econômica sobre o governo iraniano.
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