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Ibovespa sobe 1,56% em ajuste técnico após dados fortes de emprego nos EUA

O índice acionário brasileiro avançou nesta sexta-feira, ignorando a pressão externa causada pela resiliência do mercado de trabalho americano.

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Foto: InfoMoney
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06/11 às 13:15, atualizado 13:32

Pontos principais

  • O Ibovespa subiu 1,56%, a 168.782 pontos, em ajuste técnico.
  • O BLS registrou 165 mil vagas não agrícolas em outubro, contra 70 mil esperadas e média de 48 mil nos últimos 12 meses.
  • Agosto e setembro foram revisados para cima em 84 mil vagas no total, segundo o BLS.
  • Desemprego em 4,1%, ante 4,2% em setembro; salário médio por hora subiu 0,4% no mês e 3,1% em 12 meses.
  • Ações de varejo e do setor bancário lideraram o desempenho positivo do índice.
  • Analistas veem chance de nova alta de juros pelo Fed em dezembro.
  • O mercado brasileiro aguarda pronunciamento do presidente Lula sobre a política fiscal no domingo.

O Ibovespa subiu 1,56% nesta sexta-feira, aos 168.782 pontos, em um movimento de ajuste técnico, apesar da divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos. O Bureau of Labor Statistics (BLS), órgão do Departamento do Trabalho americano, registrou a criação de 165 mil vagas não agrícolas em outubro, acima das 70 mil esperadas pelo mercado e da média de 48 mil ao mês nos últimos 12 meses. O órgão também revisou para cima agosto (de 133 mil para 186 mil) e setembro (de 29 mil para 60 mil), somando 84 mil vagas a mais. A taxa de desemprego recuou de 4,2% para 4,1%, dentro da faixa de 4,1% a 4,3% desde março, enquanto o salário médio por hora subiu 0,4% no mês e 3,1% em 12 meses.

Analistas passaram a apostar em nova alta de juros pelo Federal Reserve na reunião de dezembro, cenário que tende a pressionar ativos de risco. Internamente, o otimismo dos investidores foi impulsionado por papéis de empresas como Assai e C&A, além do setor bancário, que ajudaram a sustentar a recuperação após a queda de 0,82% no pregão anterior. O foco agora se volta para o cenário doméstico, com expectativa sobre o pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, previsto para este domingo, sobre a política fiscal. A trajetória da Selic segue no centro das atenções, influenciada tanto pela política monetária restritiva dos EUA quanto pela credibilidade fiscal do governo.

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