Fachin nega prisão domiciliar a Fabiano Zettel, investigado no Banco Master
O presidente do STF manteve a prisão preventiva de Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro de Daniel Vorcaro em esquema de fraudes.
Pontos principais
- Edson Fachin rejeitou o pedido de substituição da prisão preventiva por domiciliar humanitária.
- Fachin acompanhou o parecer da Procuradoria-Geral da República, contrário à soltura de Zettel.
- Para Fachin, cabe a quem pede a domiciliar comprovar, com meios idôneos e suficientes, a hipótese que a justifica (art. 318, parágrafo único, do CPP).
- Zettel é investigado por corrupção, fraude processual e obstrução de justiça.
- O investigado é apontado como articulador de um grupo que agia contra desafetos de Vorcaro.
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, negou o pedido da defesa de Fabiano Zettel para revisar sua prisão preventiva ou convertê-la em prisão domiciliar humanitária. Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, está detido desde março de 2026 no âmbito das investigações sobre fraudes no Banco Master. Em sua decisão, o magistrado afirma que permanecem os motivos que justificaram a custódia e que a medida é indispensável ao andamento das apurações.
A defesa apontou problemas de saúde da esposa de Zettel e o recente nascimento de filhos gêmeos. Para o ministro, esses argumentos não bastam: o pedido não demonstrou a ausência de rede de apoio para cuidar da família, e não há como afirmar que ela inexiste.
As investigações apontam que Zettel atuava como operador financeiro de Vorcaro e seria o articulador de um grupo, descrito como uma milícia privada, que agia contra desafetos do banqueiro. O investigado responde por crimes como corrupção, obstrução de justiça, fraude processual e violação de sigilo funcional.
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