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Defesa de Daniel Vorcaro pede ao STF revogação de prisão preventiva

Advogados do ex-banqueiro alegam excesso de prazo na custódia e buscam reabrir negociações para uma possível delação premiada no caso Master.

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Foto: G1 Política
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18/09 às 09:15, atualizado 15:02

Pontos principais

  • A defesa de Daniel Vorcaro protocolou novo pedido de liberdade junto ao ministro Edson Fachin, relator do caso no STF.
  • O requerimento baseia-se no vencimento do prazo legal de 90 dias para a reavaliação da prisão preventiva, previsto no Código de Processo Penal.
  • Vorcaro está detido há mais de seis meses no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.
  • A defesa tenta reabrir negociações para uma delação premiada, após propostas anteriores terem sido rejeitadas pela PF e pela PGR.
  • O ex-banqueiro é investigado na Operação Compliance Zero por suspeita de liderar organização criminosa.
  • O pedido cita a paralisação das investigações e incertezas institucionais como fatores que justificariam a soltura.

A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro apresentou um novo pedido de revogação de sua prisão preventiva ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados, liderados por Sérgio Leonardo, argumentam que o prazo legal de 90 dias para a reavaliação da medida cautelar foi excedido, uma vez que a última análise teria ocorrido no fim de agosto. O ex-banqueiro, que está detido há mais de seis meses no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, busca agora que o ministro Edson Fachin, novo relator do caso, analise a soltura.

O caso insere-se no contexto da Operação Compliance Zero, na qual Vorcaro é apontado pela Polícia Federal como líder de uma organização criminosa voltada para a captação de recursos ilícitos e influência em instituições públicas. Além da alegação de excesso de prazo, a defesa sustenta que a investigação enfrenta paralisações e incertezas, agravadas por um cenário de crise institucional na corte. O ex-banqueiro também tem tentado, sem sucesso até o momento, retomar as tratativas para uma colaboração premiada, alegando possuir informações relevantes sobre integrantes do governo.

Enquanto a defesa busca a liberdade, o desdobramento do caso também envolve outros investigados. Recentemente, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se favoravelmente ao pedido de exames médicos para Henrique Moura Vorcaro, pai do ex-banqueiro, mas manteve posição contrária à soltura de outros envolvidos, como Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos. O STF deve agora avaliar se os argumentos de excesso de prazo e a necessidade de colaboração justificam a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares alternativas.

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