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Fachin homologa delação de João Carlos Mansur, fundador da Reag

O ministro do STF homologou o acordo de colaboração premiada de João Carlos Mansur, que detalhou esquemas de lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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06/11 às 17:45, atualizado 18:32

Pontos principais

  • O ministro Edson Fachin, presidente do STF, homologou a delação premiada de João Carlos Mansur, fundador da Reag.
  • Mansur apresentou 17 anexos à Procuradoria-Geral da República detalhando operações financeiras irregulares.
  • O colaborador se comprometeu a pagar R$ 40 milhões em multas relacionadas aos valores recebidos na gestão da Reag.
  • A delação aponta o uso de fundos de investimento da Reag para desviar recursos do Banco Master via laranjas e offshores.
  • Mansur relatou negociações irregulares diretas com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que está preso desde março.
  • O colaborador indicou a localização de cerca de R$ 20 bilhões vinculados a Vorcaro, segundo informações do processo.
  • A Reag foi alvo das operações Compliance Zero e Carbono Oculto, que investigam fraudes no mercado financeiro.

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou o acordo de delação premiada firmado entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag. Segundo apuração da coluna de Natália Portinari, o colaborador apresentou 17 anexos à justiça e se comprometeu ao pagamento de R$ 40 milhões em multas. O acordo, que tramita sob segredo de justiça, foi considerado urgente pela PGR devido ao risco de perecimento de ativos financeiros ligados às investigações.

Em seu depoimento, Mansur detalhou que a Reag prestava serviços ao Banco Master e a Daniel Vorcaro desde 2019, utilizando estruturas de fundos de investimento para desviar recursos da instituição financeira por meio de laranjas e empresas offshore. O fundador da Reag afirmou ter mantido negociações irregulares diretas com Vorcaro, ex-banqueiro que se encontra preso desde março de 2026. Além das revelações sobre o esquema, Mansur indicou a localização de aproximadamente R$ 20 bilhões em ativos supostamente vinculados ao ex-controlador do banco.

As investigações sobre o Banco Master, que incluem as operações Compliance Zero e Carbono Oculto, apuram fraudes financeiras e lavagem de dinheiro. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, antiga Reag Trust DTVM, em janeiro de 2026, após identificar violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. O caso está sob a relatoria de Fachin desde setembro, após divergências internas no STF sobre a competência para julgar os desdobramentos do processo.

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