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Fundador da Reag fecha delação premiada que pode expor Banco Master

João Carlos Mansur firmou acordo com a PGR que detalha suposto uso de fundos da Reag para ocultar propinas pagas por Daniel Vorcaro, do Banco Master.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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09/09 às 21:15, atualizado 23:32

Pontos principais

  • João Carlos Mansur, fundador da Reag, fechou acordo de delação premiada com a PGR.
  • O acordo prevê o pagamento de R$ 40 milhões e aguarda homologação no STF.
  • Mansur alega que fundos geridos pela Reag ocultaram propinas de Daniel Vorcaro a autoridades.
  • A Reag chegou a administrar R$ 300 bilhões em ativos antes de ser alvo de investigações.
  • O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da antiga Reag Trust DTVM.

O fundador da gestora Reag, João Carlos Mansur, firmou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) que promete ampliar as investigações sobre o Banco Master. O documento, que ainda aguarda homologação pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, detalha 17 frentes de apuração e prevê o pagamento de cerca de R$ 40 milhões pelo colaborador. Mansur afirma que fundos de investimento sob gestão da Reag foram utilizados para ocultar pagamentos de propina realizados por Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, a autoridades públicas.

A colaboração ganha relevância diante da dimensão das operações da gestora, que chegou a administrar cerca de 700 fundos com aproximadamente R$ 300 bilhões em ativos. O caso está inserido em um cenário de escrutínio regulatório rigoroso, com a CVM identificando indícios de manipulação de mercado e fraude contra investidores em centenas de processos envolvendo as instituições. Além disso, a Reag foi citada na Operação Carbono Oculto, que apura lavagem de dinheiro, e teve sua antiga DTVM liquidada pelo Banco Central devido a graves violações normativas.

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