Delação de fundador da Reag pode expor esquema de R$ 300 bilhões
João Carlos Mansur firmou acordo de delação com a PGR que pode revelar irregularidades em fundos administrados pela gestora Reag.
Pontos principais
- O fundador da Reag, João Carlos Mansur, fechou acordo de delação premiada com a PGR, aguardando homologação no STF.
- A colaboração abrange 17 frentes de investigação e prevê o pagamento de R$ 40 milhões pelo executivo.
- A Reag administrava cerca de 700 fundos com R$ 300 bilhões em ativos sob suspeita de fraude e manipulação.
- O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da antiga Reag Trust DTVM por violações normativas graves.
- A gestora é alvo da Operação Carbono Oculto, que apura lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
O fundador da gestora Reag, João Carlos Mansur, firmou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) que promete aprofundar as investigações sobre o caso Master. O documento, que ainda aguarda homologação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, contempla 17 frentes de apuração e estabelece o pagamento de R$ 40 milhões. A expectativa é que o depoimento esclareça a estrutura por trás de uma operação que administrou cerca de 700 fundos e aproximadamente R$ 300 bilhões em ativos.
As investigações ganharam tração após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) identificar indícios de fraude e manipulação de mercado em centenas de processos envolvendo o Banco Master e a Reag. Paralelamente, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da antiga Reag Trust DTVM devido a violações normativas, enquanto a gestora segue citada na Operação Carbono Oculto, que investiga esquemas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligados ao crime organizado.
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