Administradora judicial pede afastamento de fundadores do grupo Fictor
A Laspro solicitou à Justiça de São Paulo a destituição dos administradores do grupo Fictor devido a suspeitas de irregularidades financeiras.
Pontos principais
- A administradora judicial Laspro defendeu o afastamento do fundador Rafael Ribeiro Leite de Góis e de cinco executivos.
- O pedido, apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo, aponta indícios de pirâmide financeira e circulação irregular de recursos.
- Laudos indicam que pagamentos a investidores seriam financiados por novos aportes, e não pela operação da empresa.
- A Justiça de São Paulo já declarou nulos os contratos de Sociedades em Conta de Participação utilizados pelo grupo.
- O grupo Fictor, em recuperação judicial desde fevereiro de 2026, acumula dívidas estimadas em R$ 4,3 bilhões.
A administradora judicial Laspro protocolou um pedido no Tribunal de Justiça de São Paulo defendendo o afastamento imediato do fundador do grupo Fictor, Rafael Ribeiro Leite de Góis, e de outros cinco executivos da companhia. A manifestação da Laspro, apresentada em 18 de agosto, reforça uma solicitação feita anteriormente pelos credores e sugere a nomeação de um gestor judicial para assumir o controle das operações. O parecer baseia-se em indícios de paralisia operacional e suspeitas de que o grupo operava um esquema de pirâmide financeira, utilizando novos aportes para honrar pagamentos a investidores antigos. O grupo Fictor está em recuperação judicial desde fevereiro de 2026, com um passivo estimado em R$ 4,3 bilhões. Recentemente, a Justiça paulista também invalidou os contratos de Sociedades em Conta de Participação que serviam como base para a captação de recursos da empresa.
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