Áudio revela estratégia do Grupo Fictor para comprar Banco Master
Gravações indicam que a Fictor buscava o controle do Banco Master para emitir CDBs antes de entrar em recuperação judicial com dívida de R$ 4,2 bi.
Pontos principais
- O CEO Rafael Gois afirmou em reunião que a compra do banco permitiria ao grupo expandir a distribuição de produtos financeiros.
- A tentativa de aquisição foi interrompida pela liquidação extrajudicial do Banco Master e pela Operação Compliance Zero em novembro de 2025.
- O Grupo Fictor protocolou pedido de recuperação judicial em fevereiro de 2026, acumulando um passivo de R$ 4,2 bilhões.
- Documentos e áudios revelam dificuldades da empresa em gerir resgates e pagamentos antes da crise financeira se agravar.
Áudios gravados em janeiro de 2026 revelam que o Grupo Fictor planejava utilizar a compra do Banco Master como um pilar estratégico para alavancar suas operações. Segundo o CEO Rafael Gois, o controle da instituição financeira permitiria ao grupo a emissão direta de CDBs, facilitando a captação de recursos. O plano, contudo, foi frustrado pela liquidação extrajudicial do banco e pela Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, que expôs fragilidades estruturais na companhia. A situação do grupo deteriorou-se rapidamente em meio a problemas reputacionais e dificuldades na transferência de fundos para a Sefer Investimentos, que também teve sua liquidação decretada pelo Banco Central. O cenário culminou no pedido de recuperação judicial da Fictor em fevereiro de 2026, com dívidas estimadas em R$ 4,2 bilhões, deixando investidores sob incerteza quanto aos pagamentos atrasados.
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