Deputados democratas dos EUA pedem a Rubio explicações sobre Flávio Bolsonaro
Deputados democratas pedem ao Departamento de Estado dos EUA que esclareça se ajudou Flávio Bolsonaro a deixar o Brasil e entrar nos EUA; especialistas consideram remota a deportação do senador.
Pontos principais
- O Partido Democrata conquistou maioria nas eleições de meio de mandato nos EUA.
- Em carta de 29 de outubro a Marco Rubio, 25 deputados democratas, liderados por Sydney Kamlager-Dove, pedem explicações sobre a saída e a entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA.
- A carta tem 15 perguntas, entre elas se houve ajuda com voos, documentos de viagem ou entrada, e pede resposta por escrito até 13 de novembro de 2026.
- Os deputados citam reportagens segundo as quais um alto funcionário do Departamento de Estado disse que os EUA emitiriam vistos ao senador e à família.
A vitória democrata nas eleições de meio de mandato amplia a capacidade da oposição de fiscalizar a administração do presidente Donald Trump. O pedido sobre Flávio Bolsonaro, porém, foi feito antes da eleição: deputados liderados por Sydney Kamlager-Dove pediram ao secretário de Estado, Marco Rubio, que o Departamento de Estado explique seu papel, se houver, na saída do senador do Brasil e na sua entrada nos EUA, depois de uma ordem do Supremo Tribunal Federal que restringia suas viagens internacionais.
A pergunta central é se o Departamento de Estado, a embaixada em Brasília ou outra agência americana ajudou o senador a viajar ou a entrar no país apesar dessa ordem, e a carta não afirma que isso tenha ocorrido. O pedido não trata de deportação. Especialistas consultados avaliam que a deportação é remota, já que o Congresso não tem competência para deportar estrangeiros e a concessão de vistos cabe ao Departamento de Estado.
Ainda assim, a fiscalização pode aumentar o desgaste do governo Trump e influenciar decisões sobre a permanência do senador nos EUA. A agenda democrata deve priorizar questões internas e a preparação para a eleição presidencial de 2028, e o caso brasileiro dificilmente ocupará lugar central.
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