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Democratas criticam Marco Rubio por facilitar entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA

Parlamentares democratas questionam o secretário de Estado Marco Rubio por conceder vistos a Flávio Bolsonaro enquanto restringe o acesso de refugiados do Sudão e do Haiti.

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Foto: G1 Política
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28/10 às 13:45, atualizado 15:33

Pontos principais

  • O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA, liderado por democratas, criticou a concessão de vistos a Flávio Bolsonaro.
  • Parlamentares compararam o tratamento dado ao senador brasileiro com as restrições impostas a refugiados do Sudão e do Haiti.
  • O comitê afirmou que o governo estende um 'tapete vermelho' para o senador enquanto nega asilo a vítimas de conflitos.
  • A crítica aponta que, para a atual gestão, fugir da violência não é critério para acolhimento, mas negar resultados eleitorais seria.
  • Flávio Bolsonaro chegou aos EUA após descumprir ordem judicial do STF para entrega de passaportes.
  • O senador brasileiro é investigado por lavagem de dinheiro e deixou o país via Argentina antes de seguir para Miami.
  • O presidente Donald Trump manifestou apoio à entrada do senador e de sua família no território americano.

O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, sob liderança democrata, manifestou duras críticas ao secretário de Estado, Marco Rubio, pela facilitação da entrada do senador brasileiro Flávio Bolsonaro no país. Em publicação oficial nas redes sociais nesta quarta-feira (28), o grupo questionou os critérios da política migratória da gestão Trump, contrastando o tratamento dispensado ao parlamentar com as restrições severas impostas a refugiados provenientes do Sudão e do Haiti.

Segundo os parlamentares democratas, o governo americano estaria estendendo um "tapete vermelho" para o senador, enquanto nega asilo a indivíduos que fogem de zonas de conflito e violência extrema. O comitê ironizou a postura da administração, afirmando que, sob a atual condução da diplomacia americana, a fuga de cenários de guerra não se qualifica para acolhimento, mas a contestação de resultados eleitorais parece ser um fator de preferência para a concessão de vistos.

A chegada de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos ocorreu em meio a um cenário de instabilidade jurídica no Brasil. O senador deixou o território brasileiro por via terrestre em direção à Argentina, descumprindo uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinava a entrega de seus passaportes e proibia sua saída do país devido a investigações sobre lavagem de dinheiro. O parlamentar utilizou um passaporte italiano para cruzar a fronteira argentina e um passaporte diplomático brasileiro, previamente cancelado pela justiça, para ingressar em solo americano.

Embora a Polícia Federal brasileira tenha monitorado o trajeto, que incluiu uma escala no Equador antes do desembarque em Miami, a corporação esclareceu que o senador não é considerado automaticamente foragido apenas pelas restrições em seus documentos de viagem. O presidente Donald Trump, por sua vez, declarou apoio à estadia da família do senador no país, consolidando o episódio como um ponto de atrito político entre a base governista republicana e a oposição democrata no Congresso americano.

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