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Varejo de vestuário deve apresentar resultados fracos no 3º trimestre

Analistas projetam desempenho negativo para o setor de vestuário no 3º trimestre de 2026, pressionado por juros altos e menor consumo das famílias.

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Foto: InfoMoney
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04/11 às 05:45, atualizado 13:32

Pontos principais

  • C&A, Riachuelo e Azzas enfrentam expectativas de resultados pressionados no período.
  • Lojas Renner é a única varejista com previsão de queda nas vendas nas mesmas lojas.
  • Azzas deve registrar recuo de 16,9% no Ebitda anual, segundo estimativas.
  • Bancos como Itaú BBA e Bradesco BBI alertam para riscos de revisões negativas até 2027.
  • Citi revisou preços-alvo para baixo devido à incerteza fiscal e juros futuros elevados.

O setor de varejo de vestuário no Brasil enfrenta um cenário desafiador para o terceiro trimestre de 2026, com analistas projetando resultados fracos devido à deterioração dos gastos discricionários e ao aperto nos orçamentos domésticos. Empresas como C&A, Riachuelo e Azzas devem sentir o impacto direto dessas pressões macroeconômicas, sendo que a Azzas projeta uma queda significativa de 16,9% em seu Ebitda anual. Além disso, a Lojas Renner é apontada como a única varejista do segmento com expectativa de retração nas vendas nas mesmas lojas.

O ambiente de incerteza é agravado pela trajetória dos juros futuros e pela preocupação com o cenário fiscal, fatores que levaram instituições como o Citi a revisar para baixo os preços-alvo de diversas companhias do setor. Bancos como Itaú BBA e Bradesco BBI alertam que o quadro atual pode resultar em revisões negativas persistentes para os próximos trimestres e para o ano de 2027, caso a inflação e a taxa Selic permaneçam em patamares elevados.

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