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Ações da Renner despencam após corte na projeção de vendas para 2026

A Lojas Renner reduziu sua meta de crescimento anual para 4%-8% após resultados do 2T26 ficarem abaixo das expectativas do mercado.

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Foto: InvestNews
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07/08 às 10:45 · atualizado 15:04

Pontos principais

  • As ações da Lojas Renner registraram queda superior a 12% na B3 após a divulgação do balanço.
  • A empresa revisou o guidance de crescimento de receita para 2026, reduzindo o intervalo anterior de 9%-13% para 4%-8%.
  • O crescimento de vendas mesmas lojas (SSS) foi de apenas 1,5%, desempenho inferior ao de concorrentes como Riachuelo e C&A.
  • O lucro líquido da companhia ficou estável em R$ 405 milhões, enquanto o Ebitda ajustado recuou 5% no comparativo anual.
  • A operação financeira Realize apresentou queda de 22% no resultado e aumento no índice de inadimplência.
  • Apesar da desaceleração, a varejista alcançou uma margem bruta recorde de 57,5% no segmento de varejo.
  • Analistas de instituições como Bradesco BBI, JPMorgan e Goldman Sachs reagiram com cautela à pressão competitiva e ao cenário macroeconômico.

As ações da Lojas Renner sofreram forte desvalorização na B3 após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026, que frustraram as expectativas de investidores. O mercado reagiu negativamente à revisão do guidance de crescimento de receita para o ano, que foi reduzido de uma faixa de 9%-13% para 4%-8%. A empresa enfrenta um cenário desafiador marcado por juros elevados e um inverno tardio, fatores que pressionaram o desempenho operacional e elevaram a cautela sobre a capacidade de expansão da varejista no curto prazo.

O desempenho da Renner no período foi superado por concorrentes diretas, como Riachuelo e C&A, que registraram avanços de 7,8% e 4,1% em vendas mesmas lojas, respectivamente, contra apenas 1,5% da Renner. Além da desaceleração no varejo, a operação financeira Realize apresentou uma queda de 22% em seu resultado, impactada por um aumento na inadimplência. Embora a companhia tenha atingido uma margem bruta recorde de 57,5%, a pressão competitiva e a fragilidade do consumo levaram analistas de grandes bancos a adotarem uma postura mais defensiva em relação ao papel.

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