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Trump admite que guerra contra Irã pesou na derrota republicana

O presidente Donald Trump reconheceu que o conflito com o Irã influenciou o desempenho negativo de seu partido nas eleições de meio de mandato.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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04/11 às 09:15, atualizado 10:33

Pontos principais

  • Donald Trump afirmou em entrevista ao The Wall Street Journal que a guerra contra o Irã foi um fator na derrota republicana.
  • O conflito, iniciado em fevereiro de 2026, foi citado pelo presidente como uma das causas do resultado eleitoral.
  • Apesar do impacto político, Trump defendeu a decisão militar e afirmou que a tomaria novamente.
  • Os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Representantes e do Senado nas eleições de meio de mandato.
  • O governo do Irã celebrou o resultado eleitoral como uma rejeição popular à política externa de Trump.
  • O conflito tem gerado instabilidade no Estreito de Ormuz e pressionado os preços globais de energia.
  • Trump declarou que pretende utilizar seu poder de veto contra propostas democratas no novo Congresso.

O presidente Donald Trump admitiu, em entrevista concedida ao The Wall Street Journal na noite de terça-feira (3/11), que a guerra contra o Irã contribuiu para a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato. Ao ser questionado sobre o peso do conflito no desempenho de seus aliados nas urnas, o presidente declarou que o Irã foi uma parte do resultado, reconhecendo a influência da pauta na frustração do eleitorado americano.

Apesar de reconhecer o impacto eleitoral negativo, Trump manteve uma postura firme quanto à estratégia militar adotada. O presidente afirmou que não reflete sobre a decisão de ter iniciado o conflito em fevereiro de 2026, reiterando que tomou a atitude correta e que, se necessário, agiria da mesma forma novamente. A guerra, conduzida em parceria com Israel, tem sido associada por opositores e analistas ao aumento do custo de vida e à alta nos preços da gasolina nos Estados Unidos.

O resultado das eleições de meio de mandato garantiu aos democratas o controle tanto da Câmara dos Representantes quanto do Senado, com a nova composição prevista para assumir em janeiro de 2027. Enquanto autoridades iranianas interpretaram o resultado como uma rejeição popular à política de guerra de Trump, o presidente americano indicou que pretende utilizar seu poder de veto para barrar propostas legislativas da nova maioria democrata no Congresso. O cenário político permanece tenso, com o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, alertando que a hostilidade entre as nações deve persistir independentemente das mudanças partidárias em Washington.

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