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Pesquisa aponta que americanos temem instabilidade e alta nos combustíveis

Levantamento Reuters/Ipsos mostra preocupação da população dos EUA com os impactos econômicos e geopolíticos da guerra contra o Irã.

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Foto: G1 Mundo
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06/08 às 10:45 · atualizado 18:04

Pontos principais

  • Cerca de 50% dos norte-americanos acreditam que a ação militar no Irã desestabilizará o Oriente Médio.
  • Aproximadamente 58% dos entrevistados preveem aumento nos preços da gasolina devido a restrições no Estreito de Ormuz.
  • O conflito, iniciado em fevereiro de 2026, já custou US$ 37,5 bilhões aos cofres públicos dos EUA.
  • A operação militar resultou em 18 mortes de militares norte-americanos até o momento.
  • O governo Trump enfrenta pressão política crescente com a proximidade das eleições de meio de mandato em novembro.

Uma pesquisa realizada pela Reuters/Ipsos revela um cenário de crescente pessimismo entre os norte-americanos em relação ao conflito militar contra o Irã. Metade dos entrevistados manifestou receio de que a ofensiva resulte em uma desestabilização prolongada de todo o Oriente Médio. Além das preocupações geopolíticas, o impacto econômico direto é um fator central para a opinião pública, com 58% dos cidadãos temendo uma escalada nos preços dos combustíveis, motivada principalmente pelas restrições de tráfego impostas no Estreito de Ormuz. O custo financeiro da operação, que já atingiu US$ 37,5 bilhões desde o início das hostilidades em fevereiro de 2026, somado à perda de 18 militares, tem gerado divisões internas, inclusive entre o eleitorado republicano.

Enquanto o governo do presidente Donald Trump mantém uma postura de otimismo, declarando que o conflito deve terminar em breve devido a uma suposta incapacidade iraniana de sustentar o esforço de guerra, a realidade política se torna mais complexa. A Casa Branca também tem trabalhado para conter relatos de atritos internos com o secretário de Guerra, Pete Hegseth, e preocupações sobre a escassez de estoques de mísseis de precisão. Com as eleições de meio de mandato agendadas para novembro, o governo enfrenta o desafio de equilibrar a estratégia militar no exterior com a crescente insatisfação de um eleitorado preocupado com a economia doméstica e a segurança regional.

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