Juros futuros sobem com incerteza fiscal e mercado prevê Selic estável
Os juros futuros brasileiros subiram nesta sexta-feira, com a taxa de ajuste do DI para janeiro de 2029 fixada pela B3 em 14,96%, diante de dúvidas sobre a equipe econômica e a política fiscal do governo.
Pontos principais
- A taxa de ajuste da B3 para o DI de janeiro de 2028 ficou em 14,48%, a de 2029 em 14,96% e a de 2031 em 15,27%, com altas de 11,2, 15,5 e 11,5 pontos-base.
- Mercado atribui 80% de probabilidade para a manutenção da Selic em 13,75% pelo Copom.
- Analistas estimam que promessas eleitorais podem elevar gastos em até R$ 80 bilhões em 2027.
- Banco Barclays revisou projeção e abandonou a expectativa de corte na taxa básica de juros.
Os juros futuros fecharam em alta no Brasil nesta sexta-feira (30), refletindo a cautela do mercado diante da ausência de definições sobre a equipe econômica e as medidas de contenção de despesas do governo Lula. A alta se distribuiu pelos vencimentos de 2028, 2029 e 2031, sem concentração no longo prazo, e os investidores ampliaram os prêmios de risco diante das incertezas sobre a trajetória fiscal do país.
Como reflexo desse cenário, as apostas de manutenção da taxa Selic em 13,75% na próxima reunião do Copom ganharam força, atingindo 80% de probabilidade. O banco Barclays, que anteriormente projetava um corte de 0,25 ponto percentual, revisou sua estimativa para estabilidade. Especialistas alertam que as promessas de campanha podem adicionar entre R$ 60 bilhões e R$ 80 bilhões às despesas públicas até 2027, pressionando a curva de juros.
