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Kapitalo projeta juros altos e reforça apostas contra ativos brasileiros

Após as eleições, a gestora Kapitalo prevê Selic elevada por tempo prolongado e aumenta posições vendidas no mercado brasileiro.

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Foto: InfoMoney
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04/11 às 05:45, atualizado 11:03

Pontos principais

  • Feijó diz que qualquer perspectiva de corte de juros pelo BC foi negada e que os juros devem ficar altos 'a perder de vista'.
  • A Kapitalo diz que, na parcela de 20% a 30% investida no Brasil, a maior propensão agora são posições que apostam na piora dos ativos brasileiros.
  • Os fundos K10, Zeta e Kapa mantêm historicamente entre 70% e 80% da alocação no exterior.
  • Feijó diz que a casa trabalhava com crescimento de cerca de 1,5% do PIB em 2027, com 'altíssima probabilidade' de revisão para baixo.
  • Pesquisa da XP corrobora pessimismo do mercado com o cenário econômico local.

A Kapitalo Investimentos, com R$ 32 bilhões sob gestão, piorou suas projeções para a economia brasileira após a eleição presidencial. Segundo Bernardo Feijó, COO da casa, o resultado afeta o apetite ao risco, e, olhando para frente, é 'bem improvável' que se discuta outra coisa que não alta dos juros no Brasil. Uma discussão de queda só viria 'por motivos muito ruins', como colapso da atividade ou questionamento da independência do BC; são riscos 'de cauda', mas 'estão na mesa'. A recessão voltou ao debate, mas não é o cenário base da gestora.

No câmbio, o país ainda tem colchão nas contas externas e nas reservas, mas o cenário pode virar rapidamente se surgir discussão sobre queda forçada de juros ou perda de credibilidade do BC, e aí 'a moeda pode sofrer muito'. Feijó também não tem convicção de que o governo mude de postura fiscal sob pressão dos mercados, e não espera alívio com a indicação do novo ministro da Fazenda. A entrevista foi concedida antes da proposta do economista André Lara Resende de reduzir a Selic para 7,5% em 12 meses.

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