Gestor do Itaú vê boas oportunidades no mercado acionário americano
Sylvio Castro defende a diversificação de portfólio e aponta que ações americanas seguem atrativas apesar da alta acumulada na última década.
Pontos principais
- O gestor do Itaú, Sylvio Castro, afirma que o S&P500 não está caro, com relação preço-lucro abaixo da média histórica.
- A inteligência artificial é destacada como motor de produtividade e lucros corporativos para o crescimento global.
- Castro alerta para o risco de desvalorização das moedas frente ao aumento do endividamento público global.
- A atividade econômica robusta pressiona a inflação, mantendo os juros globais em patamares elevados.
- Especialistas recomendam ações e commodities como proteção superior à renda fixa em cenários de inflação persistente.
- A política fiscal expansionista combinada com juros restritivos deve manter a pressão sobre os rendimentos de longo prazo.
O gestor do Itaú, Sylvio Castro, avalia que o mercado acionário dos Estados Unidos ainda oferece oportunidades relevantes para investidores, mesmo após a valorização expressiva observada na última década. Segundo o especialista, o índice S&P500 permanece em patamares atrativos, com a relação preço-lucro operando levemente abaixo de sua média histórica, o que sustenta a tese de continuidade de alocação em ativos de risco.
Para Castro, a diversificação de portfólio é essencial diante de um cenário macroeconômico marcado por juros globais elevados e inflação persistente. O gestor destaca que a inteligência artificial atua como um vetor fundamental de produtividade e lucros corporativos, enquanto alerta para os riscos de desvalorização das moedas fiduciárias decorrentes do crescente endividamento público. Nesse contexto, a recomendação é priorizar ações e commodities em detrimento da renda fixa tradicional, visando proteger o patrimônio contra a erosão do poder de compra e a pressão fiscal expansionista.
