Gestores de fundos atingem pessimismo recorde com economia brasileira
Pesquisa da XP mostra pessimismo recorde entre gestores, que reduziram projeções de PIB e ajustaram posições no câmbio e na bolsa.
Pontos principais
- Pessimismo sobre a economia brasileira alcançou 55% entre gestores de fundos multimercados.
- Projeção de crescimento do PIB para 2026 foi revisada de 2,0% para 1,8%.
- Gestores zeraram posições vendidas em ações brasileiras pela primeira vez na série histórica.
- Expectativa de inflação para o final de 2026 recuou para 4,97%.
- 95% dos consultados preveem corte da Selic para 13,75% na próxima reunião do Copom.
O pessimismo de gestores de fundos multimercados macro sobre a economia brasileira atingiu o patamar recorde de 55%, segundo dados da mais recente pesquisa da XP. Esse cenário de incerteza levou o mercado a revisar para baixo a expectativa de crescimento do PIB para 2026, que passou de 2,0% para 1,8%. Em resposta, os investidores realizaram ajustes estratégicos em suas carteiras, zerando pela primeira vez as posições vendidas em ações locais e elevando a neutralidade em relação ao real ao nível mais alto já registrado.
Apesar da cautela com o crescimento, a expectativa para a trajetória da inflação apresentou um leve alívio, com a projeção para o IPCA de 2026 caindo para 4,97%. Diante desse contexto, o consenso entre os gestores aponta para uma flexibilização monetária, com 95% dos consultados projetando que o Copom reduzirá a taxa Selic de 14% para 13,75% em sua próxima reunião. O movimento reflete uma tentativa do mercado de equilibrar o cenário macroeconômico desafiador com a condução da política de juros pelo Banco Central.
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