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Democratas conquistam controle do Congresso dos EUA em derrota de Trump

O Partido Democrata obteve vitórias expressivas nas eleições de meio de mandato, garantindo a maioria na Câmara e no Senado e impondo um revés à agenda de Donald Trump.

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Foto: RFI
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04/11 às 00:45, atualizado 07:04

Pontos principais

  • O Partido Democrata conquistou o controle da Câmara dos Representantes e do Senado dos EUA.
  • O partido deve alcançar pelo menos 54 assentos no Senado, superando expectativas.
  • Vitórias históricas foram registradas em estados conservadores como Texas, Kansas, Iowa e Carolina do Sul.
  • Hakeem Jeffries está cotado para se tornar o primeiro presidente negro da Câmara dos Representantes.
  • Keisha Lance Bottoms foi eleita a primeira governadora negra da história da Geórgia.
  • O resultado permite aos democratas bloquear a agenda legislativa e nomeações do governo Trump.
  • A inflação, o custo de vida e os preços da gasolina foram apontados como preocupações centrais dos eleitores.
  • Candidatos republicanos perderam em quase todas as disputas consideradas acirradas no mapa eleitoral.
  • Donald Trump reconheceu os resultados e afirmou estar disposto a trabalhar com a oposição.
  • Chris Pappas, de New Hampshire, será o primeiro homem abertamente gay no Senado dos EUA.

O Partido Democrata consolidou uma vitória expressiva nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, garantindo o controle tanto da Câmara dos Representantes quanto do Senado. O resultado, projetado por diversas redes de comunicação, é interpretado como uma rejeição direta à agenda do presidente Donald Trump e ao seu estilo de governo. Com a nova maioria, que deve chegar a 54 assentos no Senado e uma vantagem de dois dígitos na Câmara, os democratas ganham poder significativo para bloquear legislações, barrar nomeações para o judiciário e abrir investigações contra a atual administração federal.

A onda democrata superou as expectativas iniciais ao conquistar assentos em redutos historicamente conservadores, incluindo vitórias em Iowa, Kansas, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Texas. O desempenho foi impulsionado por uma alta participação de eleitores negros no sul do país e pela reconquista de parcelas do eleitorado hispânico na Flórida. Entre os marcos históricos da noite, destaca-se a eleição de Keisha Lance Bottoms como a primeira governadora negra da Geórgia, além da possível ascensão de Hakeem Jeffries à presidência da Câmara.

Analistas políticos apontam que a insatisfação popular com o custo de vida, a inflação, os preços recordes da gasolina e os custos crescentes de saúde foram fatores determinantes para a derrota republicana. A queda na aprovação de Donald Trump, agravada por essas questões econômicas e denúncias de corrupção, enfraqueceu a base do partido governista. Embora o presidente tenha reconhecido os resultados e manifestado disposição para dialogar com a oposição, ele buscou se distanciar publicamente de diversos candidatos republicanos que foram derrotados no pleito, em uma tentativa de preservar sua influência política.

Assessores republicanos já discutem a necessidade de uma reinvenção profunda do partido após o desempenho abaixo do esperado em disputas consideradas cruciais. O novo cenário político impõe um desafio imediato ao governo Trump, que terá de negociar com um Congresso hostil durante a segunda metade de seu mandato, inclusive em temas de política externa, como a próxima reunião com o líder chinês Xi Jinping. A dinâmica legislativa deve sofrer alterações drásticas, com os democratas prometendo priorizar pautas voltadas à economia doméstica e ao bem-estar social.

O resultado das eleições de meio de mandato reflete um momento de polarização acentuada na sociedade americana, onde a economia se manteve como a principal preocupação dos eleitores. Com o controle das duas casas legislativas, o Partido Democrata agora detém a responsabilidade de conduzir a agenda política nacional até o próximo ciclo eleitoral. A transição para este novo equilíbrio de poder deve definir os rumos da administração federal nos próximos dois anos, testando a capacidade de governabilidade de Trump em um ambiente de oposição fortalecida.

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