Modelos e pesquisas indicam possível vitória democrata nas eleições dos EUA
Indicadores estatísticos e mercados de previsão apontam para uma provável vitória democrata nas eleições de meio de mandato no Congresso americano.
Pontos principais
- Modelos de Nate Silver projetam 95% de chance de vitória democrata na Câmara e 80% no Senado.
- Pesquisa do Siena com o New York Times, divulgada em 1º de novembro, dá vantagem democrata nos sete estados pesquisados para o Senado, de 1 ponto no Iowa a 11 em Michigan.
- Segundo o diretor do Siena, Don Levy, o controle democrata do Senado é uma possibilidade distinta, mas uma maioria de qualquer dos partidos continua possível.
- A Cook Political Report projeta ganho de 12 a 25 cadeiras para os democratas na Câmara, até 240 se vencerem também as 18 disputas classificadas como Toss Up.
- O mercado de previsões Kalshi estima em 73% a probabilidade de controle democrata em ambas as casas.
- Donald Trump e Mike Johnson questionam a precisão dos institutos de pesquisa.
- Especialistas alertam para o risco de subestimação do eleitorado republicano nas sondagens.
Modelos estatísticos e mercados de previsão apontam para uma vitória democrata nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Na Câmara, a Cook Political Report afirma que a aprovação de Trump é negativa até em distritos que ele venceu com folga em 2024, e que os gastos republicanos não parecem mudar o quadro.
No Senado, o Siena registra 53% a 42% em Michigan, 50% a 43% no Texas, 51% a 45% no Maine e 49% a 44% em Ohio e no Kansas, enquanto no Iowa o placar de 48% a 47% é tratado pelo instituto como praticamente empatado. As margens de erro vão de 3,4 a 5,0 pontos por estado, e o diretor Don Levy lembra que, com tantas disputas dentro desse intervalo, uma maioria de qualquer partido segue possível.
Em contrapartida, o presidente Donald Trump e o presidente da Câmara, Mike Johnson, acusam os institutos de criar a impressão de uma onda democrata para desmobilizar eleitores republicanos. Analistas políticos alertam que as pesquisas podem estar subestimando o apoio ao atual governo, citando diferenças históricas na taxa de resposta entre os dois partidos.
Fontes primárias
NYTimes/Siena Poll of Likely Voters – Alaska, Iowa, Kansas, Maine, Michigan, Ohio, and Texas
Pesquisa com eleitores prováveis em sete estados, divulgada em 1º/11. Senado: Democratas à frente em Michigan (Abdul El-Sayed 53% x Mike Rogers 42%), Texas (James Talarico 50% x Ken Paxton 43%), Maine (Troy Jackson 51% x Susan Collins 45%), Ohio (Sherrod Brown 49% x Jon Husted 44%), Kansas (Adam Hamilton 49% x Roger Marshall 44%), Iowa (Josh Turek 48% x Ashley Hinson 47%) e Alasca (Mary Peltola 48% x Dan Sullivan 46%). Margens de erro de ±3,4 a ±5,0 pontos por estado e ±1,6 no conjunto. Segundo o diretor Don Levy, a vitória democrata no Senado é “uma possibilidade distinta”, mas com tantas disputas dentro da margem de erro, uma maioria de qualquer dos partidos continua possível.
Four Days Out, a Dozen More House Races Move Toward Democrats
Projeção de ratings da Câmara, publicada em 30/10. A Cook prevê que os democratas virem de 12 a 25 distritos, podendo chegar a 240 cadeiras se vencerem as disputas que favorecem e todas as 18 de “Toss Up”. A aprovação de Trump está negativa até em distritos vermelhos que ele venceu com folga em 2024, e os gastos pesados dos republicanos “não parecem mover a agulha”. A análise também aponta que o mapa se expandiu e que os democratas podem ter a maior maioria desde 2009.
