Copom mantém Selic em 13,75% e Brasil segue com maior juro real do mundo
O Banco Central interrompeu o ciclo de cortes da taxa básica de juros citando incertezas fiscais e a deterioração das expectativas inflacionárias.
Pontos principais
- O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano de forma unânime.
- A decisão interrompe uma sequência de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual.
- O Brasil permanece com a maior taxa de juro real do mundo, alcançando 9,49% segundo a MoneYou.
- O Banco Central justificou a medida pelo ambiente externo adverso e pela necessidade de convergência da inflação à meta.
- As projeções do Copom para o IPCA foram elevadas para 5,6% em 2026 e 4,7% em 2027.
- O comitê destacou o impacto dos conflitos no Oriente Médio sobre os preços de petróleo e derivados.
- Analistas do mercado financeiro reagiram com alta nos juros de longo prazo e valorização do dólar.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, de forma unânime, manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. A medida interrompe uma sequência de cinco cortes consecutivos que vinha sendo adotada desde março. Segundo o comunicado oficial do colegiado, a decisão é considerada compatível com a estratégia de convergência da inflação para a meta estabelecida, em um cenário marcado por incertezas fiscais e pressões inflacionárias persistentes.
O Banco Central apontou que o ambiente externo tornou-se mais desafiador, influenciado pelo prolongamento de conflitos no Oriente Médio, que pressionam os preços de commodities como o petróleo. Internamente, o comitê observou uma moderação na atividade econômica e sinais de desaquecimento no mercado de trabalho. Com a manutenção da taxa, o Brasil reafirma sua posição no topo do ranking global de juros reais, atingindo o patamar de 9,49%, o que gerou reações imediatas no mercado financeiro com a elevação das projeções para o dólar e para a curva de juros futuros.
Fonte primária
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