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Mercado monitora possível encontro de Lula com André Lara Resende

Investidores reagem à possibilidade de reunião entre Lula e o economista para discutir proposta de redução da taxa Selic e coordenação de políticas fiscal e monetária.

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Foto: G1 - Economia
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02/11 às 21:45, atualizado 03/11 às 09:31

Pontos principais

  • O economista André Lara Resende defende a criação de um conselho para coordenar políticas fiscal e monetária.
  • A proposta sugere reduzir a taxa Selic de 13,75% para 7,5% ao ano em um período de 12 meses.
  • José Sérgio Gabrielli, coordenador do programa de governo de Lula, manifestou apoio público à ideia.
  • O plano inclui o uso de reservas internacionais para conter a volatilidade do câmbio.
  • Integrantes do governo, como Dario Durigan e Aloizio Mercadante, descartaram a adoção de tabelamento de juros.
  • O mercado financeiro demonstra cautela diante da incerteza sobre a política econômica do novo mandato.
  • O debate ocorre em um cenário de pressão sobre o Ibovespa e alta do dólar, que abriu a sessão cotado a R$ 5,51.

O mercado financeiro mantém atenção redobrada sobre a possível reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o economista André Lara Resende. O encontro é aguardado por investidores devido à proposta de Lara Resende, que sugere uma redução agressiva da taxa Selic para 7,5% ao ano, acompanhada de uma maior coordenação entre as políticas fiscal e monetária. A ideia, que conta com o apoio de figuras como o coordenador de governo José Sérgio Gabrielli, visa enfrentar o custo da dívida pública como principal desafio econômico do país.

A proposta, contudo, gera divergências internas no governo e apreensão no setor financeiro. Enquanto parte do PT defende o debate, nomes como o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, distanciaram-se da ideia de tabelamento de juros. Esse cenário de incerteza, somado à expectativa pela decisão do Copom e às eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, tem contribuído para a volatilidade do câmbio e a pressão sobre os ativos brasileiros, que já enfrentam um período de instabilidade após a reeleição do presidente.

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