Especialistas avaliam estratégias para FIIs após queda de 5,68% no IFIX
Após a forte queda do IFIX, analistas recomendam revisar carteiras e priorizar fundos de papel em cenário de juros elevados.
Pontos principais
- Segundo a B3, o IFIX fechou o pregão de 26 de outubro em 3.763 pontos, queda de 5,68% no dia.
- Dos 97 fundos da carteira, todos recuaram naquele dia e nenhum subiu, segundo a B3.
- No acumulado do ano, o IFIX registra retorno de -0,30%, também segundo a B3.
- Analistas sugerem que fundos de papel atrelados ao CDI oferecem maior proteção em cenários de juros elevados.
- A qualidade do crédito e a diversificação são apontadas como pilares para a resiliência das carteiras.
- Especialistas divergem sobre a alocação ideal entre fundos de papel e de tijolo, dependendo do perfil de risco.
O mercado de fundos imobiliários enfrenta um momento de reavaliação. Dados da B3 mostram que o IFIX, índice dos fundos imobiliários da bolsa brasileira, abriu o pregão de 26 de outubro no maior nível do dia, 3.990 pontos, e chegou a 3.659 antes de fechar. O movimento, desencadeado pelo resultado das eleições presidenciais, levou especialistas a sugerirem ajustes estratégicos nas carteiras, com foco especial na migração para fundos de papel atrelados ao CDI, que tendem a apresentar melhor desempenho em ambientes de juros elevados.
Apesar da volatilidade, analistas reforçam que a decisão de alocação deve respeitar o perfil de risco individual de cada investidor. A recomendação central é evitar decisões tomadas por impulso, priorizando a qualidade do crédito e a diversificação dos ativos como formas de garantir a resiliência do portfólio diante de oscilações macroeconômicas. O rebalanceamento deve seguir regras pré-definidas para mitigar os impactos de eventos adversos no mercado financeiro.
