XP reforça liquidez e seletividade na renda fixa após reeleição de Lula
Após a reeleição de Lula, a XP passa a priorizar liquidez, qualidade de crédito e seletividade na renda fixa brasileira, em meio a volatilidade elevada no curto prazo.
Pontos principais
- Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos no segundo turno.
- A curva NTN-B abriu na segunda-feira (26) até patamares de meados de agosto de 2026.
- Pós-fixados seguem favorecidos pelo nível elevado de carrego e pela menor sensibilidade às taxas de juros.
- Prefixados: preferência por vencimentos de 2029 e 2030, com até 2 anos de duration.
- IPCA+: preferência pelos vértices de 2032 e 2035, com duration de cerca de 6 anos.
- Em setembro de 2026, os spreads das debêntures incentivadas chegaram aos maiores níveis em cerca de dois anos.
Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, a XP Investimentos readequou suas recomendações de renda fixa no Brasil. Segundo a casa, o resultado tende a manter a volatilidade elevada no curto prazo, enquanto os investidores recalibram suas expectativas para o cenário fiscal. A readequação busca reforçar liquidez, qualidade de crédito e diversificação, sem movimentos abruptos nas carteiras.
Para a XP, a abertura recente das curvas pode criar oportunidades em prefixados e IPCA+, desde que as alocações sejam graduais e compatíveis com o horizonte e a tolerância à volatilidade de cada investidor. A casa diz que a intensidade desses movimentos depende das medidas econômicas apresentadas nas próximas semanas e de sua aprovação e implementação, e que a visibilidade sobre o nível de equilíbrio das curvas ainda é limitada.
No crédito privado, a recomendação é de seletividade, com preferência por emissores high grade e estruturas de curta a intermediária duration. Na renda fixa global, a XP trata a exposição internacional como componente estrutural da carteira, mas recomenda entradas graduais após a alta recente do dólar.
