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Governo Lula estuda alterar pisos constitucionais de saúde e educação

O governo federal avalia revisar os gastos mínimos obrigatórios em saúde e educação para aliviar o Orçamento de 2027.

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Foto: InfoMoney
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03/11 às 16:45

Pontos principais

  • O governo analisa mudanças nos pisos constitucionais para reduzir a pressão fiscal.
  • Atualmente, a saúde exige 15% da receita líquida e a educação 18% da receita de impostos.
  • Qualquer alteração nos percentuais mínimos exige a aprovação de uma PEC.
  • A tramitação de uma PEC requer apoio de 308 deputados e 49 senadores em dois turnos.
  • O cenário legislativo para 2027 apresenta desafios com a composição do Congresso.

O governo federal estuda alterar as regras de crescimento das despesas obrigatórias com saúde e educação como parte das discussões para o ajuste fiscal de 2027. A proposta visa reduzir a pressão sobre o Orçamento, já que hoje a saúde exige a aplicação de 15% da receita corrente líquida, enquanto a educação demanda 18% da receita de impostos federais.

Para implementar qualquer mudança nos percentuais mínimos, o Executivo precisará aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O processo legislativo exige o apoio de 308 deputados e 49 senadores, em dois turnos de votação em cada casa. O governo enfrenta um cenário desafiador no Congresso, dado que a oposição, liderada pelo PL, terá uma bancada expressiva no Senado a partir de 2027.

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