Estudantes franceses mantêm protestos após governo prometer 3 mil professores
Governo francês promete novas contratações para conter protestos, mas estudantes rejeitam medidas e mantêm bloqueios e greves pelo país.
Pontos principais
- O governo francês prometeu a contratação de 3.000 professores e maior representação estudantil.
- Estudantes consideraram as medidas insuficientes e mantiveram bloqueios em escolas e universidades.
- Manifestações recentes resultaram em 504 prisões e cerca de 50 policiais feridos.
- Sindicatos estudantis convocaram um novo dia de greves e protestos para 13 de outubro.
Os protestos estudantis na França entraram na terceira semana consecutiva, mesmo após o governo anunciar a contratação de 3.000 professores substitutos e maior participação de alunos em conselhos educacionais. O ministro da Educação, Edouard Geffray, buscou acalmar os ânimos garantindo que não haverá cortes de cargos docentes em 2027, mas as medidas foram classificadas como insuficientes pelos manifestantes. O movimento, que critica a precariedade escolar e o sistema de admissão Parcoursup, mantém bloqueios em diversas instituições de ensino.
A tensão escalou durante a última quinta-feira, quando 71.500 pessoas participaram de atos que resultaram em 504 prisões e cerca de 50 policiais feridos. Diante da falta de acordo, os sindicatos estudantis já convocaram um novo dia de greves e manifestações para o próximo dia 13 de outubro. O governo enfrenta dificuldades crescentes para conter a mobilização, que segue recebendo apoio de diversos setores da sociedade civil.
