Departamento de Justiça dos EUA envia 1.000 observadores eleitorais
O Departamento de Justiça dos EUA envia cerca de 1.000 monitores e observadores para a votação de meio de mandato em todos os 50 estados, pela primeira vez.
Pontos principais
- O DOJ afirma que é sua maior operação de monitoramento eleitoral da história.
- O DOJ pretende atuar no dia da votação em 126 jurisdições (condados e cidades), entre elas Los Angeles, Chicago, Detroit e Filadélfia.
- A equipe reúne pessoal da Divisão de Direitos Civis, de outros componentes do DOJ, de procuradorias federais e observadores do Escritório de Gestão de Pessoal dos EUA (OPM).
- Os monitores verificam o cumprimento de leis federais de voto (Voting Rights Act, NVRA, HAVA e UOCAVA), da ADA e de normas penais contra intimidação e supressão de voto por raça, cor, origem nacional ou religião.
- Tumultos em seções de votação vão primeiro às autoridades eleitorais locais; ameaça ou violência, à polícia pelo 911 e só depois ao DOJ.
A operação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos é coordenada pela Divisão de Direitos Civis, que mantém contato com autoridades eleitorais estaduais e locais e recebe perguntas e denúncias ao longo do dia e da semana. A assistente do procurador-geral Harmeet K. Dhillon diz que a operação busca transparência nas eleições de forma assertiva e não discriminatória.
Algumas autoridades eleitorais locais já manifestaram receio de que tantos observadores possam intimidar eleitores ou interferir na votação. Diversos estados publicaram instruções para esclarecer os limites da atuação dos agentes federais, e críticos veem interferência excessiva da União em atribuições que cabem aos estados.
