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Ibovespa tem pior semana pós-eleição em 37 anos com queda de 18,12%

O Ibovespa acumulou queda de 18,12% na semana pós-eleição, refletindo incertezas do mercado sobre a política fiscal e a futura equipe econômica do governo.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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30/10 às 12:45, atualizado 18:32

Pontos principais

  • O Ibovespa encerrou a semana com queda de 18,12%, saindo de 205.083 pontos para 167.921,80 pontos.
  • A desvalorização semanal é a mais acentuada registrada após uma eleição presidencial em 37 anos.
  • O pregão de segunda-feira, 26 de outubro, registrou queda de 13,88%, acionando o mecanismo de circuit breaker.
  • O dólar comercial acumulou alta de 9,04% na semana, fechando a sexta-feira cotado a R$ 5,4443.
  • As taxas dos DIs subiram mais de 250 pontos-base, com o vencimento para 2028 atingindo 14,5%.
  • Investidores demonstram cautela quanto à definição do comando do Ministério da Fazenda e à trajetória da dívida pública.
  • O Banco Central decidirá sobre a taxa Selic na próxima quarta-feira, com o mercado precificando a manutenção em 13,75% ao ano.

O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana com forte instabilidade após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Ibovespa acumulou uma queda de 18,12% entre os dias 23 e 30 de outubro, saindo de 205.083 pontos para 167.921,80 pontos. Este desempenho representa a pior marca semanal pós-eleição presidencial em 37 anos, superando a queda de 8,24% registrada após a eleição de Fernando Henrique Cardoso em 1994. O movimento de venda foi intensificado no primeiro pregão após o pleito, em 26 de outubro, quando o índice recuou 13,88% e a B3 acionou o circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020.

A desvalorização dos ativos brasileiros foi acompanhada por uma disparada do dólar, que acumulou alta de 9,04% na semana, encerrando a sexta-feira cotado a R$ 5,4443. Paralelamente, as taxas dos DIs registraram altas superiores a 250 pontos-base, com o vencimento para janeiro de 2028 atingindo 14,5% e o de 2035 chegando a 15,33%. Analistas apontam que a volatilidade reflete a preocupação dos investidores com a falta de definições sobre o comando do Ministério da Fazenda e a ausência de sinais concretos sobre a trajetória fiscal do próximo governo.

O cenário de incerteza é agravado pela percepção de que o ajuste fiscal defendido pelo mercado não integra o programa vencedor nas eleições. Enquanto nomes como Geraldo Alckmin, Rafael Fonteles e Mansueto Almeida são ventilados para a equipe econômica, a possível recondução de Fernando Haddad é vista com cautela pelo setor financeiro. O mercado agora volta suas atenções para a próxima reunião do Banco Central, que decidirá sobre a taxa Selic na quarta-feira, com expectativas majoritárias de manutenção do patamar atual em 13,75% ao ano.

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