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Ibovespa cai 2,68% com incertezas fiscais e viagem de Flávio Bolsonaro

O Ibovespa atingiu o menor nível desde agosto, pressionado por indefinições sobre a equipe econômica de Lula e pela repercussão da saída de Flávio Bolsonaro do país.

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Foto: Times Brasil
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28/10 às 12:45, atualizado 21:31

Pontos principais

  • O Ibovespa fechou em queda de 2,68%, aos 171.006,10 pontos, acumulando perdas de 16,6% desde a reeleição de Lula.
  • Investidores demonstram cautela com a falta de definições sobre a equipe econômica e medidas de controle da dívida pública.
  • O senador Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos após a derrota eleitoral, gerando temores sobre sanções e instabilidade política.
  • O Federal Reserve manteve a taxa de juros americana inalterada entre 3,75% e 4% ao ano.
  • O dólar comercial recuou 0,19%, fechando cotado a R$ 5,34.
  • Analistas monitoram rumores sobre a possível cobrança de IOF em investimentos atualmente isentos de Imposto de Renda.
  • Ações de bancos, como Bradesco e BTG Pactual, lideraram as perdas no pregão desta quarta-feira.

O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão desta quarta-feira (28) com forte instabilidade, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário político e econômico pós-eleitoral. O Ibovespa registrou queda de 2,68%, atingindo 171.006,10 pontos, o que marca o terceiro dia consecutivo de perdas acentuadas. A pressão vendedora é alimentada pela ausência de anúncios sobre a equipe econômica do governo Lula e pela preocupação com a sustentabilidade fiscal, incluindo rumores sobre uma possível tributação de IOF em ativos anteriormente isentos.

Além das incertezas domésticas, o mercado reagiu à repercussão da viagem do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, que ocorreu após o descumprimento de uma ordem judicial para entrega de passaportes. Enquanto analistas do Citi avaliam que o episódio reduz as chances de contestação do resultado das urnas, a incerteza jurídica e o risco de sanções internacionais mantêm o clima de aversão ao risco. No cenário externo, a decisão do Federal Reserve de manter os juros americanos entre 3,75% e 4% ao ano trouxe um alívio pontual ao dólar, que fechou em leve baixa de 0,19%, cotado a R$ 5,34.

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