Ibovespa recua 2,68% e dólar fecha em R$ 5,34 com cautela fiscal
O mercado financeiro brasileiro encerrou o dia em queda, pressionado por incertezas sobre a política fiscal do governo Lula e pela expectativa de juros nos EUA.
Pontos principais
- Ibovespa encerrou o pregão com queda de 2,68%, atingindo 171.006,10 pontos.
- Dólar comercial recuou 0,19% no fechamento, cotado a R$ 5,3402.
- Ações de grandes bancos, como Bradesco e Itaú, registraram quedas expressivas de 6,29% e 3,08%, respectivamente.
- Investidores monitoram o envio de projetos de lei sobre a meta fiscal de 2027 e a regulamentação do Imposto Seletivo.
- O mercado aguarda a decisão de política monetária do Federal Reserve e a fala de seu presidente, Kevin Warsh.
- Divergências internas no governo sobre o ajuste fiscal aumentam a cautela dos agentes financeiros.
- O volume financeiro negociado na bolsa atingiu R$ 41 bilhões durante a sessão.
O mercado financeiro brasileiro fechou o pregão desta quarta-feira em tom negativo, com o Ibovespa recuando 2,68% e encerrando aos 171.006,10 pontos. O movimento foi impulsionado pela cautela dos investidores em relação à política fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em meio a discussões sobre a meta de superávit primário para 2027 e possíveis mudanças na tributação de títulos financeiros. A instabilidade foi agravada por declarações divergentes dentro da equipe econômica, o que elevou a percepção de risco sobre o controle de gastos públicos.
No cenário externo, a atenção dos investidores está voltada para a decisão de juros do Federal Reserve e para as sinalizações do presidente da autoridade monetária americana, Kevin Warsh. Apesar da pressão sobre o mercado acionário, o dólar comercial apresentou um leve recuo de 0,19%, fechando cotado a R$ 5,3402, em um movimento influenciado pela alta das commodities, como o petróleo e o minério de ferro. Enquanto o governo prepara o envio de novos projetos ao Congresso, o mercado segue monitorando o fluxo cambial e os desdobramentos da política econômica para os próximos anos.
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