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Flávio Bolsonaro descumpre ordem do STF e equipe de segurança é desmobilizada

O senador Flávio Bolsonaro não entregou seus passaportes à Polícia Federal no prazo judicial e aliados relatam que o parlamentar teria deixado o Brasil rumo aos Estados Unidos.

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Foto: Folha de S.Paulo
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27/10 às 15:45, atualizado 17:03

Pontos principais

  • O ministro Alexandre de Moraes determinou a entrega dos passaportes de Flávio Bolsonaro em um prazo de 24 horas.
  • O senador não compareceu à Polícia Federal para cumprir a medida cautelar, levando ao cancelamento de seus documentos.
  • A equipe de segurança do parlamentar foi desmobilizada na última segunda-feira (26).
  • Aliados e policiais legislativos relatam a impossibilidade de contato com o senador desde o início da semana.
  • Relatos indicam que Flávio Bolsonaro teria viajado para os Estados Unidos acompanhado de sua família.
  • A Polícia Federal investiga a possível saída do país, incluindo a hipótese de deslocamento via fronteira com a Argentina.
  • Parlamentares do PT solicitaram ao STF a prisão preventiva do senador e a inclusão de seu nome na lista da Interpol.
  • Especialistas jurídicos esclarecem que o senador não é tecnicamente foragido, pois não há mandado de prisão expedido.
  • O senador é alvo de inquéritos no STF que apuram suposta lavagem de dinheiro e irregularidades no financiamento de um filme.

O senador Flávio Bolsonaro tornou-se o centro de uma crise institucional após descumprir a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a entrega de seus passaportes. O prazo de 24 horas estabelecido pela Corte expirou na manhã desta terça-feira (27) sem que o parlamentar se apresentasse à Polícia Federal. Como consequência imediata, os documentos do senador foram cancelados no sistema de controle migratório e as autoridades iniciaram diligências para localizar seu paradeiro.

Simultaneamente ao descumprimento da medida cautelar, a equipe de segurança que acompanhava o senador foi desmobilizada. Policiais legislativos responsáveis pela escolta relataram que não conseguem estabelecer contato com o parlamentar desde a última segunda-feira (26), quando ele foi visto pela última vez em sua residência. A ausência de comunicação reforçou as suspeitas de que o senador teria deixado o Brasil, possivelmente com destino aos Estados Unidos, embora não haja confirmação oficial sobre sua localização atual.

O cenário gerou uma intensa movimentação política e jurídica. Parlamentares do PT protocolaram um pedido de prisão preventiva contra Flávio Bolsonaro junto ao STF, solicitando também o acionamento da Interpol para monitorar seus passos no exterior. O requerimento argumenta que o descumprimento da ordem judicial e o possível risco de fuga justificam medidas mais severas, como a decretação de prisão ou o uso de tornozeleira eletrônica, visando garantir a eficácia das investigações em curso.

As investigações que motivaram a decisão do STF apuram supostos esquemas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador, o advogado Willer Tomaz e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Além disso, o parlamentar é alvo de inquéritos que analisam irregularidades no financiamento da produção cinematográfica 'Dark Horse'. Embora aliados próximos tenham sugerido a possibilidade de solicitação de asilo político no exterior, não houve qualquer anúncio oficial por parte de governos estrangeiros ou da defesa do senador sobre tal estratégia.

Especialistas em direito penal ponderam que, apesar da gravidade do descumprimento da ordem judicial, o senador não pode ser classificado tecnicamente como foragido. A ausência de um mandado de prisão preventiva impede, por ora, a emissão de alertas de captura internacional. Enquanto a Polícia Federal segue apurando as circunstâncias da suposta saída do país, o caso permanece sob sigilo judicial e aguarda novas determinações do ministro Alexandre de Moraes para os próximos desdobramentos.

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