JPMorgan revisa recomendações e prioriza construtoras de baixa renda
O banco ajustou sua carteira na Bolsa brasileira, privilegiando empresas ligadas ao Minha Casa Minha Vida e exportadoras diante do cenário de juros.
Pontos principais
- JPMorgan rebaixou Cyrela, Eztec, Iguatemi, Multiplan e Allos para recomendação neutra.
- Cury, Direcional e Tenda foram elevadas para overweight devido à resiliência no segmento de baixa renda.
- Exportadoras como Embraer, WEG, Tupy e Iochpe-Maxion ganharam preferência na carteira do banco.
- Mudanças foram justificadas pela alta na curva de juros, que atingiu 15,1%, e pela desvalorização do real.
- Randoncorp e Fras-le Mobility mantêm recomendação underweight pela exposição à economia doméstica.
O JPMorgan realizou uma revisão estratégica em suas recomendações para o mercado brasileiro, adotando uma postura mais defensiva frente ao cenário macroeconômico atual. O banco rebaixou papéis de shoppings e construtoras de média renda, como Cyrela e Multiplan, para neutra, citando a pressão causada pela abertura da curva de juros, que alcançou 15,1%, e a desvalorização de 9% do real. Em contrapartida, a instituição elevou a recomendação de construtoras focadas no programa Minha Casa Minha Vida, como Cury, Direcional e Tenda, destacando sua maior resiliência.
Além do setor de construção, o banco reforçou a preferência por empresas exportadoras, incluindo Embraer e WEG, como forma de proteção contra a volatilidade cambial. Enquanto isso, empresas com maior exposição à economia doméstica e níveis elevados de alavancagem, como Randoncorp e Fras-le Mobility, permanecem com recomendação underweight. O movimento ocorre em um momento de cautela no mercado financeiro, que busca se ajustar às incertezas fiscais e aos patamares elevados da taxa de juros no Brasil.
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