Em janeiro de 2026, o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, manifestou publicamente sua preocupação com os ataques do presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, ao Federal Reserve (Fed). Dimon alertou que ameaças à independência do banco central poderiam ter um efeito contraproducente, resultando em um aumento das taxas de juros e, consequentemente, no encarecimento do crédito. Essa declaração reflete a postura do JPMorgan em defender a autonomia de instituições financeiras cruciais para a estabilidade econômica.
Em 21 de janeiro de 2026, Donald Trump abriu um processo contra o JPMorgan Chase e seu diretor-presidente, Jamie Dimon, em um tribunal de Miami. A ação pede uma indenização de US$ 5 bilhões, alegando que o banco encerrou suas contas por motivação política. Segundo a equipe de Trump, ele era cliente do JPMorgan havia décadas, mas foi informado em 19 de fevereiro de 2021 que suas contas seriam encerradas em 60 dias, atingindo tanto contas pessoais quanto ligadas a empresas do presidente. O advogado de Trump, Alejandro Brito, citou o código de conduta do JPMorgan, que afirma operar com “o mais alto nível de ética e integridade”, acusando o banco de violar esses princípios ao encerrar as contas unilateralmente e sem aviso prévio ou possibilidade de reparação. A defesa de Trump sustenta que a decisão foi motivada por fatores “políticos e sociais”, especialmente após a eleição de 2020 e os eventos de 6 de janeiro de 2021.
Um porta-voz do JPMorgan afirmou que o processo “não tem fundamento” e que o banco não encerra contas por motivos políticos ou religiosos, mas sim quando elas “criam risco legal ou regulatório para a empresa”. Jamie Dimon já havia declarado publicamente, em 13 de fevereiro de 2025, que o banco não exclui clientes por afiliações políticas ou religiosas.