Proteção contra alta do dólar vai à máxima em 15 anos com chance maior de Lula, diz coluna
Segundo coluna do Times Brasil, o risk reversal do real, que mede o custo de proteção contra alta do dólar, subiu para cerca de 7,8 pontos, máxima aproximada em 15 anos, depois que o Polymarket passou a dar a Lula perto de 20% de chance de vitória.
Pontos principais
- O risk reversal do real subiu para 7,8 pontos, segundo o colunista Raphael Coraccini (Times Brasil); em setembro estava perto de 1 ponto.
- Pela série aproximada da coluna, é o maior nível em 15 anos: a máxima de 2020, na pandemia, foi de cerca de 6,5.
- O motor citado é o Polymarket: a chance de vitória de Lula passou de cerca de 10% para perto de 20%, e Flávio Bolsonaro segue com cerca de 70%.
- O dólar encerrou a última sexta-feira cotado a R$ 5,07, revertendo quedas anteriores.
- O mercado demonstra cautela com propostas como o fim da jornada 6x1 e mudanças no Bolsa Família.
- Investidores avaliam que uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia fortalecer o real no curto prazo.
O mercado financeiro brasileiro reagiu com cautela à reta final da disputa presidencial de 2026, elevando o prêmio de risco do dólar no mercado futuro. Segundo o colunista Raphael Coraccini, do Times Brasil, o índice de risk reversal do real chegou a 7,8 pontos, a máxima aproximada dos últimos 15 anos (os números da coluna são aproximados, pela máxima de cada período). O motor apontado pela coluna é o Polymarket, em que a chance de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva passou de cerca de 10% para perto de 20%, o que gerou uma onda de apreensão entre investidores que temem os impactos fiscais de suas propostas econômicas.
Analistas apontam que a volatilidade na curva de juros e a pressão sobre a moeda nacional refletem a incerteza quanto à sustentabilidade das contas públicas. Enquanto o mercado monitora medidas como a possível transição da escala de trabalho 6x1 e a ampliação de programas sociais, a divergência entre os cenários projetados para a vitória de Lula ou de Flávio Bolsonaro mantém o clima de instabilidade. A definição de uma equipe econômica e de uma regra fiscal crível após o segundo turno é apontada como o principal fator para a estabilização dos ativos financeiros nos próximos meses.
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