Ex-ministros criticam propostas de Flávio Bolsonaro para órgãos ambientais
Grupo de ex-ministros e ex-presidentes do ICMBio alerta que propostas de Flávio Bolsonaro podem enfraquecer a fiscalização ambiental no país.
Pontos principais
- Sete ex-ministros do Meio Ambiente e quatro ex-presidentes do ICMBio assinaram um manifesto contra as propostas.
- O documento contesta a ideia de eliminar sobreposições entre Ibama, Funai e ICMBio.
- Signatários afirmam que as mudanças propostas funcionam como um eufemismo para reduzir a capacidade de fiscalização.
- O grupo defende o fortalecimento institucional como medida essencial diante da crise climática.
Um grupo composto por sete ex-ministros do Meio Ambiente e quatro ex-presidentes do ICMBio divulgou um manifesto em defesa da autonomia e do fortalecimento dos órgãos de fiscalização ambiental. A iniciativa surge como uma resposta direta às propostas do senador Flávio Bolsonaro, que defende a revisão das atribuições e a eliminação de supostas sobreposições de competências entre o Ibama, a Funai e o ICMBio.
Os signatários do documento argumentam que as mudanças sugeridas pelo parlamentar representam, na prática, um enfraquecimento das estruturas de proteção ao meio ambiente. Segundo o manifesto, a governança ambiental é um pilar indispensável para enfrentar a perda de biodiversidade e os desafios impostos pela emergência climática, sendo fundamental manter a integridade das unidades de conservação contra iniciativas legislativas que visem reduzir sua proteção.
