PCO orienta voto nulo no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro
O PCO aprovou, em conferência realizada em São Paulo, voto nulo no segundo turno da eleição presidencial brasileira entre Lula e Flávio Bolsonaro e nas disputas estaduais.
Pontos principais
- A 39ª Conferência Nacional do PCO foi realizada no domingo (11), no Centro Cultural Benjamin Péret, em São Paulo.
- A orientação vale para a eleição presidencial e também para os segundos turnos estaduais.
- O PCO votou nulo diante das candidaturas de Dilma Rousseff (2014) e Fernando Haddad, e apoiou Lula em 2018, até sua exclusão da disputa, e em 2022.
- Segundo o partido, Lula chega à eleição de 2026 como representante de um bloco que reúne o PT, setores do STF e a direita tradicional.
- O informe da Direção Nacional critica a condução econômica de Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo e a aliança com o STF.
- O PCO reconhece que uma vitória da direita pode agravar ataques aos trabalhadores.
- Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO, foi o candidato do partido no primeiro turno, com 15.024 votos.
- A nota oficial que descreve a posição será publicada nos próximos dias.
O Partido da Causa Operária aprovou o voto nulo em sua 39ª Conferência Nacional, convocada entre os dois turnos para discutir o resultado do primeiro. Para a resolução, um partido operário disputa eleições para organizar os trabalhadores como força independente, e por isso sua orientação não pode subordiná-los a uma das alas da burguesia. Pelo critério do partido, a diferença entre os casos estava na relação de Lula com os trabalhadores mobilizados contra a perseguição política e o golpe. Essa condição, diz a resolução, não se mantém em 2026.
Para o PCO, a adoção sucessiva do chamado mal menor impede a formação de uma alternativa própria da classe operária. A resolução lembra que a vitória de Dilma nas urnas não impediu o golpe dois anos depois, porque a confiança nos acordos parlamentares deixou o PT sem condições de resistir. O partido resume a posição assim: “A classe trabalhadora não tem nada a ganhar ao votar em Lula. Por isso nossa mensagem tem de ser inequívoca: nenhum apoio aos dois candidatos do capital, trabalhador só vota em trabalhador.”
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