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PCO orienta voto nulo no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro

O PCO aprovou, em conferência realizada em São Paulo, voto nulo no segundo turno da eleição presidencial brasileira entre Lula e Flávio Bolsonaro e nas disputas estaduais.

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Foto: InfoMoney
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13/10 às 10:15 · atualizado 11:03

Pontos principais

  • A 39ª Conferência Nacional do PCO foi realizada no domingo (11), no Centro Cultural Benjamin Péret, em São Paulo.
  • A orientação vale para a eleição presidencial e também para os segundos turnos estaduais.
  • O PCO votou nulo diante das candidaturas de Dilma Rousseff (2014) e Fernando Haddad, e apoiou Lula em 2018, até sua exclusão da disputa, e em 2022.
  • Segundo o partido, Lula chega à eleição de 2026 como representante de um bloco que reúne o PT, setores do STF e a direita tradicional.
  • O informe da Direção Nacional critica a condução econômica de Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo e a aliança com o STF.
  • O PCO reconhece que uma vitória da direita pode agravar ataques aos trabalhadores.
  • Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO, foi o candidato do partido no primeiro turno, com 15.024 votos.
  • A nota oficial que descreve a posição será publicada nos próximos dias.

O Partido da Causa Operária aprovou o voto nulo em sua 39ª Conferência Nacional, convocada entre os dois turnos para discutir o resultado do primeiro. Para a resolução, um partido operário disputa eleições para organizar os trabalhadores como força independente, e por isso sua orientação não pode subordiná-los a uma das alas da burguesia. Pelo critério do partido, a diferença entre os casos estava na relação de Lula com os trabalhadores mobilizados contra a perseguição política e o golpe. Essa condição, diz a resolução, não se mantém em 2026.

Para o PCO, a adoção sucessiva do chamado mal menor impede a formação de uma alternativa própria da classe operária. A resolução lembra que a vitória de Dilma nas urnas não impediu o golpe dois anos depois, porque a confiança nos acordos parlamentares deixou o PT sem condições de resistir. O partido resume a posição assim: “A classe trabalhadora não tem nada a ganhar ao votar em Lula. Por isso nossa mensagem tem de ser inequívoca: nenhum apoio aos dois candidatos do capital, trabalhador só vota em trabalhador.”

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