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Estudantes franceses mantêm protestos e bloqueios em escolas

Manifestantes seguem com atos pelo terceiro fim de semana, e a Union Étudiante reúne em dez medidas de urgência as demandas do movimento, que vão de obras e contratação de pessoal ao fim da seleção pelo Parcoursup.

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Foto: SCMP - World
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08/10 às 05:45 · atualizado 08:15

Pontos principais

  • Estudantes rejeitaram a promessa do governo de apresentar um plano de reformas até o fim do mês.
  • A Union Étudiante pede 1 enfermeiro, 1 psicólogo e 1 orientador para cada 500 alunos, 800 postos adicionais e professores efetivos, em vez de contratados.
  • A plataforma pede 250 mil vagas a mais no ensino superior e o fim da seleção pelo Parcoursup e pelo Mon Master.
  • A entidade propõe aumento de 200 euros mensais nas bolsas, pagos em doze meses, e refeições a 1 euro para todos os estudantes.
  • A Union Étudiante afirma que a resposta do governo foi a repressão, com violências policiais e milhares de jovens e menores presos.
  • O ministro da Educação, Édouard Geffray, convocou associações estudantis para novas rodadas de negociação.
  • Pesquisas indicam que a maioria da população francesa apoia as demandas dos manifestantes.

Os estudantes franceses decidiram manter as manifestações e bloqueios em escolas por todo o país, rejeitando a promessa do governo de apresentar um plano de reestruturação até o final deste mês. Na plataforma com dez medidas de urgência, a Union Étudiante cobra um plano para renovar prédios escolares e universitários, com adaptação ao clima e sanitários funcionais.

Em resposta à continuidade dos atos, o ministro da Educação, Édouard Geffray, convidou as principais associações estudantis para novas conversas no ministério. A Union Étudiante pede, a longo prazo, uma renda de autonomia estudantil de 1.337 euros por mês, o fim da CVEC e a revogação do plano Bienvenue en France, que instituiu taxas de matrícula diferenciadas para estudantes extraeuropeus. Propõe ainda restabelecer o congelamento dos aluguéis do Crous e lançar a produção de 15 mil moradias do Crous a partir de 2027.

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