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AGU e Gilmar Mendes articulam medidas contra suposta fraude em precatórios

Governo e STF buscam conter o uso de precatórios pelo Banco Master para inflar patrimônio e obter vantagens judiciais indevidas.

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Foto: G1 Política
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25/09 às 12:15

Pontos principais

  • Investigações apontam que o Banco Master teria investido R$ 14,3 bilhões em precatórios para forjar solidez financeira.
  • Dados do celular de Daniel Vorcaro sugerem tentativas de influenciar magistrados em processos sobre direitos creditórios.
  • O ministro Gilmar Mendes levou a discussão sobre a validade desses ativos ao plenário do STF.
  • A AGU conseguiu travar um processo de R$ 4,7 bilhões, garantindo o retorno do valor ao Tesouro Nacional.
  • O Conselho Monetário Nacional endureceu as normas para a compra de dívidas judiciais por instituições financeiras.

A Advocacia-Geral da União (AGU) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, iniciaram uma ofensiva contra o uso de precatórios pelo Banco Master. Suspeita-se que a instituição tenha utilizado R$ 14,3 bilhões em direitos creditórios para inflar artificialmente seu patrimônio e obter vantagens judiciais. Informações obtidas a partir do celular de Daniel Vorcaro indicam possíveis tentativas de influenciar juízes para validar esses ativos, que seriam fundamentais para a aparência de solidez financeira do banco.

Como resposta, o ministro Gilmar Mendes submeteu a validade desses precatórios ao plenário do STF para uma decisão de repercussão geral. Paralelamente, a AGU obteve uma vitória judicial que bloqueou um processo de R$ 4,7 bilhões, resultando na devolução do montante ao Tesouro Nacional. Além disso, o Conselho Monetário Nacional, provocado pelo ministro Jorge Messias, estabeleceu regras mais rígidas para a compra de dívidas judiciais, visando coibir práticas abusivas no setor.

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