Pobreza na Argentina sobe para 32,3% e pressiona governo Milei
O aumento da pobreza e a queda na aprovação de Javier Milei desafiam a continuidade do programa econômico argentino antes das eleições de 2027.
Pontos principais
- A taxa de pobreza na Argentina atingiu 32,3% no primeiro semestre de 2026.
- O desemprego subiu para 7,9% com queda no emprego privado por 13 meses consecutivos.
- A desaprovação de Javier Milei entre eleitores de baixa renda alcançou quase 70%.
- O governo argentino reafirmou que manterá a disciplina fiscal e a política monetária atual.
O governo do presidente Javier Milei enfrenta um cenário de crescente instabilidade social na Argentina, com a taxa de pobreza atingindo 32,3% no primeiro semestre de 2026. Dados do Indec e estimativas da UCA indicam que o índice pode chegar a 35% até o final do ano, refletindo o impacto de 13 meses de queda no emprego do setor privado e uma taxa de desemprego que subiu para 7,9%. A crise tem levado famílias a recorrerem a empréstimos de curto prazo e a serviços de assistência comunitária para garantir a subsistência básica.
Diante desse quadro, a popularidade de Milei sofre desgaste, com pesquisas da AtlasIntel apontando uma desaprovação de quase 70% entre o eleitorado de baixa renda. Apesar da pressão política a um ano das eleições de 2027, a administração argentina reiterou que não pretende flexibilizar sua política monetária ou abandonar a disciplina fiscal, mantendo o foco na sustentabilidade do programa econômico vigente.
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