O governo do ultraliberal Javier Milei na Argentina enfrenta seu pior momento, com a popularidade em declínio e a economia em retração. A inflação, que havia sido reduzida, voltou a acelerar, atingindo 3,4% em março de 2026, levando o presidente a reconhecer publicamente as dificuldades. A atividade econômica e a produção industrial registraram quedas significativas, com a indústria caindo 4% em fevereiro e 8,7% nos últimos 12 meses. Apesar disso, o país registrou a menor taxa de pobreza em sete anos, caindo para 28,2% em 2025, e o PIB cresceu 4,4% no mesmo ano, com a inflação anual encerrando em 31,5%.
Além dos desafios econômicos, casos de corrupção, como a investigação envolvendo Manuel Adorni, contribuem para a desaprovação de Milei, que já superou 60% em pesquisas. O desgaste político é alimentado por escândalos no gabinete, aumento do desemprego, fechamento de empresas e cortes na saúde e educação pública. A população prioriza a realidade do cotidiano e a inflação persistente, mesmo em queda anual, em detrimento dos índices oficiais de redução da pobreza. Apesar do cenário adverso, a desorganização da oposição é apontada como um fator que joga a favor do governo.
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