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Governo Milei na Argentina enfrenta queda de popularidade e economia

O governo de Javier Milei na Argentina enfrenta desafios crescentes, com queda na popularidade, retração econômica e aceleração da inflação em março de 2026.

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Foto: InfoMoney
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06/05 às 17:01 · atualizado 22:05

Pontos principais

  • A popularidade do governo Milei e a atividade econômica na Argentina registraram quedas significativas, com 64,5% de desaprovação.
  • A inflação acelerou para 3,4% em março de 2026, levando Milei a reconhecer as dificuldades, embora a inflação anual de 2025 tenha sido de 31,5%.
  • A produção industrial caiu 4% em fevereiro e 8,7% nos últimos 12 meses, indicando retração econômica.
  • Casos de corrupção, como a investigação envolvendo Manuel Adorni, contribuem para o desgaste político do governo.
  • Apesar dos problemas, a desorganização da oposição é vista como um fator que favorece a manutenção do governo Milei no poder.

O governo do ultraliberal Javier Milei na Argentina enfrenta seu pior momento, com a popularidade em declínio e a economia em retração. A inflação, que havia sido reduzida, voltou a acelerar, atingindo 3,4% em março de 2026, levando o presidente a reconhecer publicamente as dificuldades. A atividade econômica e a produção industrial registraram quedas significativas, com a indústria caindo 4% em fevereiro e 8,7% nos últimos 12 meses. Apesar disso, o país registrou a menor taxa de pobreza em sete anos, caindo para 28,2% em 2025, e o PIB cresceu 4,4% no mesmo ano, com a inflação anual encerrando em 31,5%.

Além dos desafios econômicos, casos de corrupção, como a investigação envolvendo o chefe de gabinete Manuel Adorni, contribuem para a desaprovação de Milei, que já superou 60% em pesquisas. Especialistas criticam o plano econômico de Milei como "simplista" e preveem desindustrialização e uma possível nova crise cambial. O desgaste político é alimentado por escândalos no gabinete, aumento do desemprego, fechamento de empresas e cortes na saúde e educação pública. A população prioriza a realidade do cotidiano e a inflação persistente, mesmo em queda anual, em detrimento dos índices oficiais de redução da pobreza. Apesar do cenário adverso, a desorganização da oposição é apontada como um fator que joga a favor do governo, e a Fitch Rating elevou a nota de crédito da Argentina, embora economistas alertem que isso não altera o quadro geral da economia.

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