Desaceleração econômica na Argentina ameaça reeleição de Javier Milei
A estagnação da economia argentina e o aumento do desemprego colocam em risco a popularidade do presidente Javier Milei a um ano das eleições.
Pontos principais
- O PIB da Argentina registrou contração de 0,6% no segundo trimestre de 2026.
- O governo revisou a projeção de crescimento para 2026 de 5% para 3%.
- Pesquisas da AtlasIntel apontam que 58% dos eleitores desaprovam a gestão atual.
- O desemprego e a queda no consumo das famílias são as principais preocupações do eleitorado.
A economia da Argentina, que vinha sendo o principal pilar de sustentação política do presidente Javier Milei, apresenta sinais claros de perda de fôlego. Dados recentes indicam que o PIB do país encolheu 0,6% no segundo trimestre de 2026, marcando a primeira contração em dois anos e forçando o governo a reduzir sua projeção de crescimento anual de 5% para 3%. Esse cenário de estagnação econômica tem impactado diretamente o mercado de trabalho e o consumo das famílias, gerando um ambiente de incerteza a um ano das eleições presidenciais.
A deterioração dos indicadores econômicos reflete-se na avaliação popular do governo. Pesquisas da AtlasIntel indicam que 58% dos eleitores desaprovam a gestão de Milei, citando o desemprego e a corrupção como os problemas mais urgentes do país. Enquanto a inflação anual recuou para 34%, a fraqueza na atividade industrial e a pressão de opositores, como o governador Axel Kicillof, intensificam o debate sobre a eficácia das políticas econômicas adotadas. A capacidade do governo em reverter essa tendência de desaceleração será determinante para as perspectivas de reeleição do mandatário em 2027.
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