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Defesa de Daniel Vorcaro recorre à OEA e busca audiência com Fachin

Advogados do ex-banqueiro acionaram a CIDH contra o Estado brasileiro e pediram reunião com o presidente do STF para tentar reverter a prisão preventiva de Vorcaro, detido desde março.

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Foto: Times Brasil
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02/11 às 12:32, atualizado 15:01

Pontos principais

  • Protocolo na CIDH em 27 de outubro, sob os números MC-2068-26 (medida cautelar) e P-2913-26 (petição individual).
  • Os advogados pedem que o Brasil restabeleça a liberdade de Vorcaro com medidas cautelares ou, ao menos, que um juiz decida o pedido de liberdade em cinco dias.
  • O pedido de liberdade apresentado em 18 de setembro segue sem decisão; os autos estão na Presidência do STF desde 12 de setembro.
  • Em 29 de outubro, Edson Fachin manteve provisoriamente os procedimentos da Operação Compliance Zero na Presidência por até 90 dias contados de 12 de setembro, sem troca de relator.
  • Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março, sem denúncia nem ação penal, segundo a defesa; a Polícia Federal indiciou 15 pessoas em relatório parcial, com Vorcaro entre os indiciados.
  • Conversas de Vorcaro com seus advogados, protegidas pelo sigilo profissional, foram extraídas do celular apreendido e usadas na representação pela prisão, sem decisão judicial específica que autorizasse o acesso.
  • Um assistente técnico da defesa identificou mais de mil alterações em registros do celular apreendido em 17 de novembro de 2025, enquanto o aparelho estava sob custódia policial; os dados brutos, pedidos desde 19 de fevereiro, não foram decididos.

A defesa de Daniel Vorcaro acionou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão da OEA com sede em Washington, contra o Estado brasileiro. Os advogados Sérgio Leonardo e Engels Augusto Muniz afirmam que a iniciativa não discute o mérito da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master, e busca que um juiz decida, em prazo razoável, sobre a liberdade do ex-banqueiro.

A petição, segundo a defesa, aponta violações à Convenção Americana sobre Direitos Humanos e à Convenção Interamericana contra a Tortura. Sustenta que não há instância superior para recorrer da demora, já que o caso tramita em instância única no STF. A decisão de Fachin de 29 de outubro define quem guarda os autos, mas, para a defesa, não resolve o pedido de liberdade, por isso pediu audiência com o presidente da Corte.

Os advogados também questionam a prova. Dizem que o indiciamento feito pela Polícia Federal em relatório parcial não é acusação formal e que a revisão da prisão a cada 90 dias não foi feita. Pedem que as conversas com advogados saiam dos autos e que cessem os vazamentos de conteúdos do celular.

Fonte primária

Defesa de Daniel Vorcaro (nota à imprensa, via Poder360)

Nota à imprensa: Defesa de Daniel Vorcaro recorre à Comissão Interamericana de Direitos Humanos

Os advogados Sérgio Leonardo e Engels Augusto Muniz informam que a defesa protocolou em 27/10/2026, na CIDH (OEA), pedido urgente de medidas cautelares (MC-2068-26) e petição individual (P-2913-26) contra o Estado brasileiro, por violações aos artigos 5, 7, 8, 11 e 25 da Convenção Americana e aos artigos 1, 6 e 8 da Convenção Interamericana contra a Tortura. Pedem que a Comissão inste o Brasil a restabelecer a liberdade de Vorcaro com medidas cautelares ou, ao menos, a assegurar que um juiz competente decida o pedido de liberdade em cinco dias. Fundamentos: prisão preventiva desde 4/3/2026 sem denúncia nem ação penal; pedido de liberdade apresentado em 18/9 sem decisão, com os autos na Presidência do STF desde 12/9 e a decisão de 29/10 que manteve o caso provisoriamente com a Presidência; instância única e ausência de juiz das garantias; conversas entre Vorcaro e seus advogados extraídas do celular apreendido e usadas na representação pela prisão; vazamento de conteúdos íntimos; mais de 1.000 alterações no aparelho já sob custódia policial, segundo assistente técnico da defesa; pedido de dados brutos da extração sem decisão desde 19/2/2026. A nota afirma que a iniciativa não pretende discutir o mérito das investigações nem substituir a Justiça brasileira, e que a defesa pediu audiência com o presidente do STF, Edson Fachin.

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