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Crise no STF e Caso Banco Master dominam reta final da eleição

Lula e Flávio Bolsonaro travam disputa narrativa sobre escândalos no Judiciário e no setor financeiro para tentar definir o pleito.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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18/09 às 05:15, atualizado 19/09 às 18:52

Pontos principais

  • Lula associou cinco ministros do STF ao Banco Master e responsabilizou o governo Bolsonaro pela criação da instituição.
  • Pesquisa Datafolha aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
  • Campanha de Flávio Bolsonaro busca vincular o presidente Lula à figura do ministro Alexandre de Moraes.
  • Governo anunciou reajuste no Bolsa Família como estratégia para retomar o protagonismo na pauta eleitoral.
  • Dados da AtlasIntel indicam que quase metade dos eleitores acredita que a crise no STF prejudica mais a candidatura de Lula.
  • Estratégia petista foca em associar o adversário ao banqueiro Daniel Vorcaro para desgastar a imagem do candidato do PL.
  • Analistas apontam que ataques mútuos visam desmobilizar o eleitorado adversário e aumentar a abstenção.

A disputa presidencial brasileira atingiu um ponto de inflexão com a centralização do debate eleitoral em torno da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e do chamado Caso Banco Master. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição, tem utilizado o escândalo envolvendo a instituição financeira para atacar seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro. Lula afirmou publicamente que cinco ministros da Corte possuem ligações com o banco e atribuiu a origem das irregularidades ao governo anterior, tentando transferir o desgaste político para o campo do oponente.

Em resposta, a campanha de Flávio Bolsonaro tem concentrado esforços em associar a imagem de Lula à do ministro Alexandre de Moraes, explorando o descontentamento de parte do eleitorado com o ativismo judicial. Enquanto o PT tenta vincular o candidato do PL ao banqueiro Daniel Vorcaro, a oposição utiliza o desgaste institucional para consolidar um eleitorado antigoverno. Pesquisas recentes, como a da AtlasIntel, revelam que o impacto dessas narrativas é ambíguo, com quase 50% dos entrevistados avaliando que a crise no Supremo prejudica mais o atual presidente.

Para tentar retomar o controle da agenda pública e mitigar os efeitos negativos da crise, o governo anunciou um reajuste no Bolsa Família, medida que impacta cerca de 19 milhões de famílias. A estratégia visa fortalecer a base eleitoral de Lula, onde ele mantém vantagem significativa, e desviar o foco das polêmicas jurídicas. Contudo, analistas políticos alertam que a tática de ataques mútuos pode não resultar na conquista de novos votos, mas sim na desmobilização do eleitorado adversário, elevando as taxas de abstenção em uma eleição marcada pelo equilíbrio técnico nas pesquisas.

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