Daily Journal
Daily Journal

Lula sanciona política com R$ 7 bilhões para minerais críticos

Nova lei cria incentivos fiscais e fundo garantidor para fomentar o processamento industrial de minerais estratégicos no Brasil.

Daily Journal
Foto: Época Negócios
||
16/09 às 07:31, atualizado 19/09 às 18:52

Pontos principais

  • Sanção da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos destina R$ 7 bilhões em incentivos ao setor.
  • Previsão de R$ 5 bilhões em créditos fiscais para projetos de beneficiamento entre 2030 e 2034.
  • Criação de fundo garantidor com aporte inicial de R$ 2 bilhões da União para facilitar o financiamento.
  • Instituição do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, vinculado à Presidência.
  • Orçamento para pesquisa do Serviço Geológico do Brasil será ampliado de R$ 8 milhões para R$ 300 milhões.
  • Obrigatoriedade de leilões pela Agência Nacional de Mineração para áreas com potencial estratégico.
  • Medida visa reduzir a exportação de matéria-prima bruta e elevar o valor agregado de recursos como lítio e terras raras.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, sem vetos, a lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos, Estratégicos e Terras Raras. A iniciativa destina R$ 7 bilhões em incentivos financeiros para fomentar o processamento industrial desses recursos no país, buscando transformar o Brasil de um exportador de commodities brutas em um polo de transformação mineral. A medida inclui R$ 5 bilhões em créditos tributários, a serem aplicados entre 2030 e 2034, e a criação de um fundo garantidor com aporte inicial de R$ 2 bilhões da União.

Para coordenar a estratégia, o governo instituiu o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, órgão vinculado à Presidência da República. Além da estrutura administrativa, a legislação determina que o Serviço Geológico do Brasil receba um reforço orçamentário significativo para pesquisa, saltando de R$ 8 milhões para R$ 300 milhões. A nova política também estabelece que empresas do setor deverão destinar percentuais de sua receita operacional bruta para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica.

A movimentação ocorre em um cenário de intensa disputa global pelo acesso a minerais essenciais para a transição energética e tecnologias de ponta, como baterias de veículos elétricos e equipamentos de defesa. O Brasil, que detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo, pretende utilizar o novo marco legal para fortalecer sua cadeia produtiva interna e aumentar o controle sobre a atuação de empresas estrangeiras em minas nacionais. O governo federal deve anunciar os primeiros investimentos privados decorrentes da nova legislação já na próxima semana.

Cobertura da mídia

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.