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Senado aprova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos

O projeto cria um fundo garantidor de R$ 2 bilhões e incentivos fiscais para fomentar o beneficiamento de minerais essenciais no Brasil.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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02/09 às 18:32 · atualizado 20:15

Pontos principais

  • O Senado Federal aprovou o PL 2.780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE).
  • A proposta cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência.
  • O texto autoriza a União a constituir o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM) com aporte de até R$ 2 bilhões.
  • O fundo tem natureza privada e visa garantir projetos de pesquisa, lavra, beneficiamento e transformação de minerais.
  • A legislação prevê incentivos fiscais, incluindo isenção de IRPJ e CSLL para operações específicas do fundo.
  • O projeto inclui R$ 5 bilhões em créditos fiscais para empresas que investirem no processamento entre 2030 e 2034.
  • A nova lei estabelece a obrigatoriedade de investimento em ciência e inovação por parte das mineradoras beneficiadas.
  • A política busca dominar o ciclo completo de extração, produção, manufatura e exportação de terras raras.
  • O Brasil detém a segunda maior reserva mundial desses minerais, essenciais para baterias, celulares, turbinas e defesa.
  • O texto segue agora para sanção presidencial após ajustes de redação no Senado.

O Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 2.780/2024, que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O texto, que já havia passado pela Câmara dos Deputados, visa fortalecer a cadeia produtiva nacional de minerais essenciais para a transição energética e tecnologias de ponta. A aprovação é considerada uma pauta prioritária pelo governo federal, que busca reduzir a dependência da exportação de matérias-primas brutas e agregar valor à produção interna. Conforme o parecer do relator, senador Eduardo Braga, a medida cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), órgão vinculado à Presidência da República para coordenar as diretrizes do setor.

Um dos pilares da nova legislação é a criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), um fundo de natureza privada com participação da União limitada a R$ 2 bilhões. O objetivo é oferecer garantias financeiras para projetos que envolvam desde a pesquisa e lavra até o beneficiamento e transformação de minerais críticos. Para incentivar o investimento privado, o projeto estabelece que o fundo será isento de IRPJ e CSLL. Adicionalmente, a proposta prevê um pacote de R$ 5 bilhões em créditos fiscais, distribuídos entre 2030 e 2034, com um limite anual de R$ 1 bilhão para empresas que realizarem investimentos no processamento dentro do território brasileiro. O texto também impõe a obrigatoriedade de investimento em ciência e inovação por parte das mineradoras como condição para o acesso aos benefícios.

O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras, mas enfrenta desafios para desenvolver a tecnologia necessária para o processamento industrial. Com a nova política, o governo espera dominar o ciclo completo de extração, produção, manufatura e exportação, atendendo à demanda por insumos para baterias, celulares, turbinas e indústria de defesa. A iniciativa visa fomentar a inovação e a geração de empregos, garantindo maior segurança estratégica no fornecimento de insumos fundamentais para a indústria moderna. O texto aprovado pelos senadores, que manteve o mérito da proposta original da Câmara com ajustes de redação, segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte primária

Senado Federal / Eduardo Braga (relator)

Parecer (novo relatório) ao PL nº 2.780, de 2024 — Relator Sen. Eduardo Braga

Parecer de Plenário do relator Eduardo Braga (MDB/AM) ao PL 2.780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República, mantendo o texto aprovado pela Câmara com ajustes de redação. O texto autoriza a União a constituir o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), fundo privado com participação de até R$ 2 bilhões, para dar garantias a projetos de pesquisa, lavra, beneficiamento e transformação de minerais críticos, isento de IRPJ e CSLL sobre suas receitas. Cria o Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos (PFMCE), com crédito fiscal de até 20% sobre o custo do produto para empresas habilitadas pelo CIMCE, sob teto fiscal global de R$ 1 bilhão ao ano entre 2030 e 2034. Institui ainda o Certificado Mineral de Baixo Carbono, o Cadastro Nacional de Projetos de Minerais Críticos e Estratégicos, regras de leilão de áreas minerárias desoneradas pela ANM e a Rede Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Formação Profissional em Minerais Críticos e Estratégicos. No voto, o relator opina pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do projeto e, no mérito, pela aprovação, com acatamento total ou parcial de emendas de redação.

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