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Lula sanciona Redata com incentivos fiscais para data centers

O governo federal instituiu o Redata, regime que oferece benefícios tributários para a expansão de data centers no Brasil mediante contrapartidas.

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Foto: G1 Política
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15/09 às 11:03, atualizado 15:40

Pontos principais

  • O Redata suspende ou zera impostos como IPI, PIS/Pasep, Cofins e Imposto de Importação sobre equipamentos.
  • A renúncia fiscal estimada pelo governo é de R$ 7,5 bilhões ao longo dos próximos três anos.
  • Empresas beneficiárias devem investir 2% do valor dos equipamentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
  • Pelo menos 10% da capacidade de processamento e armazenamento deve ser reservada ao mercado interno ou órgãos públicos.
  • O programa exige o uso exclusivo de energia renovável ou de baixa emissão e metas de eficiência hídrica.
  • Investimentos em P&D devem priorizar projetos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
  • A habilitação das empresas no regime será realizada pela Receita Federal, excluindo optantes pelo Simples Nacional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (15) o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). A medida visa impulsionar a infraestrutura digital brasileira ao conceder benefícios fiscais, como a suspensão ou redução a alíquota zero de tributos federais, para a compra de equipamentos destinados à instalação, ampliação ou modernização de centros de processamento de dados no país.

Para acessar os incentivos, que possuem uma renúncia fiscal estimada em R$ 7,5 bilhões para o triênio, as empresas devem cumprir uma série de contrapartidas sociais e ambientais. Entre as exigências, destaca-se a obrigatoriedade de investir 2% do valor dos equipamentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, com foco especial em projetos localizados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Além disso, as companhias deverão reservar 10% de sua capacidade de armazenamento para o mercado nacional ou instituições de pesquisa.

O programa também estabelece critérios rigorosos de sustentabilidade para o setor de tecnologia. As empresas beneficiadas estão obrigadas a utilizar energia proveniente de fontes renováveis ou de baixa emissão para atender a totalidade de sua demanda, além de reportar índices de eficiência no uso de água. A iniciativa busca fortalecer a soberania digital do Brasil e atrair investimentos globais em infraestrutura de dados e inteligência artificial, consolidando o país como um hub tecnológico regional.

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