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Organizações criticam projeto de incentivos fiscais para data centers

O programa Redata prevê R$ 5,2 bilhões em isenções fiscais, mas enfrenta resistência de entidades civis por falta de transparência e contrapartidas.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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01/09 às 12:45

Pontos principais

  • O PL 278 de 2026 institui o programa Redata para incentivar a instalação de data centers no país.
  • A proposta prevê isenção de impostos federais na importação de componentes para essas estruturas.
  • O governo estima um impacto de R$ 5,2 bilhões em renúncia fiscal logo no primeiro ano de vigência.
  • Entidades como a Coalizão Direitos na Rede e o Idec apontam falta de debate público sobre o projeto.
  • O texto exige que empresas invistam 2% do valor dos produtos beneficiados no Brasil e utilizem energia limpa.

O projeto de lei 278 de 2026, que estabelece o programa Redata, tornou-se alvo de críticas por parte de organizações da sociedade civil, incluindo a Coalizão Direitos na Rede e o Idec. O programa visa fomentar a infraestrutura de data centers no Brasil por meio da isenção de impostos federais na importação de componentes, medida que deve gerar uma renúncia fiscal de R$ 5,2 bilhões no primeiro ano. As entidades argumentam que o processo carece de transparência e debate adequado com a população.

Embora o texto imponha contrapartidas às empresas, como a obrigatoriedade de uso de energia limpa, metas de eficiência hídrica e o investimento de 2% do valor dos produtos beneficiados no mercado interno, os críticos consideram as exigências insuficientes. A discussão central gira em torno do equilíbrio entre o incentivo ao desenvolvimento tecnológico e a necessidade de contrapartidas sociais e ambientais mais robustas para o setor.

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