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Senado aprova Redata com incentivos fiscais para data centers

O Senado aprovou o programa Redata, que concede R$ 7,25 bilhões em isenções fiscais para atrair data centers, mas enfrenta críticas de entidades civis.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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01/09 às 12:45, atualizado 02/09 às 08:44

Pontos principais

  • O PL 278/2026 institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata).
  • A medida suspende impostos federais como PIS/Cofins, IPI e Imposto de Importação para componentes de tecnologia.
  • O governo estima uma renúncia fiscal de R$ 5,2 bilhões no primeiro ano e R$ 1 bilhão nos dois anos seguintes.
  • Empresas beneficiadas devem usar energia renovável ou de baixa emissão e cumprir metas de eficiência hídrica.
  • O projeto exige que 10% do processamento de dados seja destinado ao mercado interno e 2% do valor dos produtos seja investido em P&D.
  • Organizações como a Coalizão Direitos na Rede criticam a falta de transparência e o debate insuficiente sobre o texto.
  • O projeto segue agora para sanção presidencial e terá vigência de cinco anos.

O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (1º), o Projeto de Lei 278/2026, que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). A proposta, relatada pelo senador Cid Gomes (PSB-CE), visa reduzir a dependência externa de processamento de dados e inteligência artificial ao conceder isenções de tributos federais, como PIS/Cofins, IPI e Imposto de Importação, para a aquisição de equipamentos tecnológicos. O texto segue agora para sanção da Presidência da República e terá prazo de vigência de cinco anos. Para aderir ao regime, as empresas devem cumprir requisitos de sustentabilidade, incluindo o uso de fontes de energia renováveis ou de baixa emissão, como o gás natural, além de metas de eficiência hídrica. O projeto também impõe contrapartidas de investimento local, exigindo que 2% do valor dos produtos beneficiados sejam aplicados em pesquisa e desenvolvimento, e que 10% da capacidade de processamento seja reservada ao mercado interno. A estimativa oficial é de uma renúncia fiscal total de R$ 7,25 bilhões ao longo do período de vigência. Apesar do objetivo de fortalecer a infraestrutura digital do país, a aprovação do Redata foi alvo de críticas por parte de organizações da sociedade civil. Entidades como a Coalizão Direitos na Rede e o Idec manifestaram preocupação com a tramitação do projeto, apontando falta de transparência e debate público insuficiente sobre os impactos da medida. Os críticos questionam se as contrapartidas ambientais e sociais são robustas o suficiente para garantir a soberania digital e o retorno efetivo para o país frente ao volume de incentivos fiscais concedidos às empresas do setor.

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